Como levar alguém mais pesado do que você

Pior merd* que já fiz!!

2020.11.15 03:03 bunnyxz1 Pior merd* que já fiz!!

Em um dia qualquer nesta quarentena eu fui na casa da minha amiga e calma... Vamos voltar para alguns dias atrás.... Estávamos em chamada de vídeo e ela fez milk shake sas porra!! Aí eu falei o seguinte: "eu te dou 1 monster se vocês fizer milk shake pra mim quando eu ir na sua casa" beleza, ela concordou então foi assim!! Voltando pra onde estávamos... Ela estava fazendo milk shake pra mim e eu posto um vídeo dela fazendo nos status até que minha outra amiga carls (não é o nome dela mas ok) manda áudio put* da vida falando que quando vai na casa de hélice (também não é o nome dela) ela não faz milk shake para ela!! Então como ela morava umas 2 ruas dali falou que iria vir!! Eu e hélice saimos para dar um susto nela quando ela virasse a esquina mas ela acabou por não se assustar mas sim pular na gente porque fazia muito tempo qua não nós viamos!!
Nós entramos e colocamos "ela traiu" na JBL e outras músicas (principalmente funk!! Eu não sou muito fã mas fiquei de boas) coisa vai coisa vem hélice pegou três cervejas e falou "cada uma pega uma" rindo e em um tom brincalhão mas como carls não bate bem da cabeça falou "vamos beber?" E eu falei "NÃO, tá doida demência? Nois somos de menor!! E se ficarmos bêbadas e eu pegar um carro qualquer passando por cima das pessoas?? Eu vou ser presa!!" Mas depois de muito tempo eu concordei e tomamos!! O pai de hélice e a mãe de hélice não estava em casa, nem a irmã mais velha. Só estava ela e o primo mas o primo nem saia do quarto e ele é de boas então tava susa! Nós tomamos e jogamos o resto na pia da cozinha, carls saiu da casa pra jogar a latinha de cerveja em outro lixo porque se o pai de hélice visse ele iria chamar nós para beber mais, certeza!!
Passou um tempo carls falou "querem perder o BV" e eu concordei então foi uma suruba e eu nem sabia beijar!! Então fiquei muito nervosa mas deu tudo certo e a minha opinião foi... "QUE NOJO, É MUITO NOJENTO BEIJAR" (respeito quem goste de beijar) beleza. Passou mais um tempo e os pais de hélice chegaram então carls falou "hélice pede pro seu pai para irmos tomar um sorvete, eu pago!!" E eu falei "minha vó falou para eu não sair da casa!! E ela trabalha na rua de trás em um prédio!!" Mas depois delas pedirem demais eu aceitei!! Pedimos e fomos quando estávamos indo eu falei "o sorvete fica pro outro lado" e carls só respondeu "a gente não vai tomar sorvete" eu e hélice tentamos voltar mas carls não deixou.
Fomos e passeamos pela praia e nesse passeio descobri muita coisa!! Andamos pela praia, molhamos os pés e tals... Mas aí apareceu o ficante de carls, ele é 5 anos mais velho que ela!! E ela falava que tinha mais idade (bom, ela é a menina mais "adulta" da escola com essa idade então ele não iria suspeitar) nisso ela abraçou ele e tals... Ai estávamos quase na rua da casa da hélice, hélice andava atrás e eu e carls na frente até que carls solta: "nunca teve curiosidade de fumar?" E eu falo "já só que não faço isso porque é errado". Então, lembra do ficante dela que acabei de falar?? Ele vende maconha pros outros vender, outros tipos de droga também então ela falou que iria ligar pra ele e aproveitaria pra comprar a maconha pra amiga dela, o ficante dela tem bike e podia ir lá pra nois mas ele falou: "espera atrás do shopping taltaltal" e aí a gente ia mas a hélice não então ela ficou com as nossas coisas em um banquinho na praia enquanto jogava among us no celular de carls.
Chegando lá estávamos esperando aí carls foi lá buscar, eu nem queria ter ido mas eu não podia deixar a menina ir sozinha!! Eu fiquei esperando 5 mins, 10 mins, 15mins e nada de carls então fui indo e falei "foda-se" indo eu escuto uns barulhos de gente correndo e quando eu olho era carls! Nós seguimos para onde hélice estava e no caminho ela falou "eles colocaram um saquinho de maconha no cantinho porém sumiu a maconha!! Alguém roubou então eu entreguei o dinheiro e vou pegar outro dia." Eu falei "bah, né" chegamos onde hélice estava mas ficamos um pouquinho sentadas já que o shopping era um pouco longe nos cansamos. Até que chega uma amiga de carls e fala "tão falando que vocês fugiram de casa!! E chamando vocês de gostosa e tals, eu quase meti a boca em um cara ali porque falou de vocês e vocês são muito bonitas, eu tô de bicicleta e posso correr se algum cara vier mas vocês estão andando então ti cuida guria!!" E ela perguntou quantos anos eu e hélice tinhamos e nós falamos enquanto carls fingia ser mais velha que a gente mas ela era 1 ano mais nova que eu igual hélice!! A amiga de carls pergunta onde iríamos virar(qual rua) e carls fala em uma ali só que eu sou "é a rua que minha vó trabalha e o prédio dela é esse aqui da frente idiota!!" (Minha vó trabalha fazendo faxina) e então a amiga de carls nos ofereceu pra levar até a outra rua porque tinha uns cara ali cercando e passamos!! No caminho um cara não parava de olhar pra nois (já estávamos fora da praia) e carls grita: "que foi?? Perdeu o cu na minha cara foi?" E o cara para de olhar pra nois.
No caminho começou as paranóias!! Do tipo... "E se tiverem gravado nois e postarem no face da cidade?? Pra vocês tá susa porque as mães deixaram mas minha vó não me deixou sair!!" As meninas cagaram e chegando em casa carls foi cagar pra depois ir para a casa dela!!
Atualizando aqui: carls está sem celular e de castigo porque fugiu de casa de Madrugada com as amigas e a mãe dela pegou ela voltando!! Eu comentei isso somente com a minha mãe e minhas tias (únicas pessoas que nunca me deduraram!!) Agora hélice irá vir na minha casa essa final de semana pra dormir (informação desnecessária masok) agora fica a questão, foi muita merda??? Se você não leu tudo vou fazer um resumo: Fui na casa da amiga, a outra foi também, bebemos cerveja, escutamos funk pesado, perdemos o BV e BVL, fugi de casa mas minha amigas tinham permissão, quase fumei maconha e no fim de tudo saímos fudidas da praia!! Me respondam, foi muita merda mesmo??
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2020.11.05 16:33 procritico Como lidar com as vozes?

Não é necessário ser um esquizofrênico para ouvir vozes na sua cabeça, muitas vezes elas aparecem como um sussurro, e vem do fundo da sua consciência, as vezes elas mandam você se matar... As vezes mandam você matar alguém. Mas nem sempre é necessário ser algo tão pesado ou drástico, elas mandam você jogar o lixo pela janela do ônibus, ou pedem pra vc passar a mão em uma moça, ou pra pedem pra você xingar seus pais, as vezes elas até pedem pra você colar em uma prova.
As vozes pedem muitas coisas, mas quer saber um segredo? Elas não tem poder sobre você, a menos que você dê a elas.
Mesmo durante suas crises e problemas, durante sua falta de fé, durante o apagão da sua mente, elas não podem te forçar a nada, não podem ditar oque você faz, apenas tem o direito de falar, e só!
Quando você as ouvir simplesmente ignore, simplesmente fuja ou enfrente, diga NÃO! Pois até mesmo a mais pequena ofensa que você ceder a escutar pode levar sua vida ladeira a baixo.
Somos maiores do que as vozes, somos maiores do que o medo, somos menores do que Deus!
por hoje é só, abraços.
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2020.11.05 16:32 procritico Como lidar com as vozes

Não é necessário ser um esquizofrênico para ouvir vozes na sua cabeça, muitas vezes elas aparecem como um sussurro, e vem do fundo da sua consciência, as vezes elas mandam você se matar... As vezes mandam você matar alguém. Mas nem sempre é necessário ser algo tão pesado ou drástico, elas mandam você jogar o lixo pela janela do ônibus, ou pedem pra vc passar a mão em uma moça, ou pra pedem pra você xingar seus pais, as vezes elas até pedem pra você colar em uma prova.
As vozes pedem muitas coisas, mas quer saber um segredo? Elas não tem poder sobre você, a menos que você dê a elas.
Mesmo durante suas crises e problemas, durante sua falta de fé, durante o apagão da sua mente, elas não podem te forçar a nada, não podem ditar oque você faz, apenas tem o direito de falar, e só!
Quando você as ouvir simplesmente ignore, simplesmente fuja ou enfrente, diga NÃO! Pois até mesmo a mais pequena ofensa que você ceder a escutar pode levar sua vida ladeira a baixo.
Somos maiores do que as vozes, somos maiores do que o medo, somos menores do que Deus!
por hoje é só, abraços.
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2020.10.20 23:01 htbo3u Minha Mãe Falou que tem Medo de Mim

[Eu ponho uns sentimentos pesados sem filtro. Não leio comentários, ok? Se ficar interessado, manda DM].
Fiquei arrasado. Decepcionado. Como é possível... uma mãe ter medo do filho? Quando ouvi isso, abandonei tudo. Ah, pra que tentar me aproximar dela, discutir relação, levar energia pra fazer coisa junto se o nível de estágio emocional dela comigo ainda é um tão precário e infantil. Às vezes ela fala que "não consegue dar o que quero", e eu acho patético. Minha mãe, me colocando lá em cima, fantasiando bobagens a respeito de mim. A filha da puta nem entrar no meu quarto tem coragem. Pra ver o nível de interação que temos.
Eu acho ela ridícula. Depois dessa, me desanimei 1.000.000. Não acredito que estava tentando aprofundar a relação com alguém num nível tão baixo de auto-estima.
Queria apagar, sumir, ir longe dela. E é o que estou fazendo. Estou tratando ela como uma estranha dentro de casa. Me recuso a colocá-la no lugar de mãe, amiga ou colega. É só um ser estranho com quem devo conviver por questões econômicas. Preciso tirar ela de perto de mim.
Nem chego a sentir ódio. Só minha paciência se exauriu completamente. Agora estou oficialmente em outro mundo. Eu quero gente real, confiar a dedo quem entra e quem sai da minha intimidade. Pior que não é isso...
É algo mais profundo e que inclusive me trouxe aqui. Toda essa situação complicada, de sentir emoções... parece que estou buscando terreno pra me abrir. Meu terapeuta perguntou: o que é isso que está buscando e qual o nome? Percebo que agora estou querendo buscar terreno. Levar a sério essa história de "tem 7.000.000.000 no mundo, por que você não...". Ok. Então vamos nessa. 7 bilhões. Parece um momento de caçar fora do meu terreno e ver a extensão do mundo.
Tem gente realmente nesse mundo?
O que eu tô querendo? Quero saber o tanto de coisas que as tais das 7 bilhões têm pra me dar, e na real... é também uma busca pra saber o quanto de coisas EU posso dar. Eu queria dar tudo, pelo menos com amor. O mundo é diverso, mesmo? Questões. O mundo é diverso? Parece que o mundo tá se desacortinando.
Estranha descoberta. O mundo. Existe o outro. O outro tem limites. Nem todo mundo vai colar na sua. Mas o amor é mais importante. É importantíssimo sermos aceitos, considerados, validados, olhados, representados, identificados... O outro é, o outro é.
Vou fazer outro desabafo.
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2020.09.10 15:57 henrylore Najiyu Ep 4 - Bem vindos! A resistência...

Ne: hm?
a-ah! oi, eu-eu não sabia que você tava acordado....
*coloca o violão pro lado
eu te acordei..?
H: não, eu na verdade acordei por acaso, a luz da lua tá muito forte e tals... o que você tá fazendo
Ne: lendas dizem que se chama relaxar
é uma das coisas mais preciosas que os deuses já inventaram para nós, seres vivos hauheheuee
H: hehe... ta tocando violão?
Ne: eu? n-não você deve ter ouvido coisas e tal...
(๑•﹏•)
H: *sobe a escada por completo e vai em direção a ela
o que é isso aí então?
Ne: tá.. eu tava tocando violão...
H: *senta do lado dela
você que fez?
Ne: na verdade não, eu ganhei em uma vila muito fofa, onde tava tendo festival da música... tiveram diversas confraternizações... e me deram esse aqui
H: conte mais
Ne: tinha um garotinho se apresentando, ele era muito legal
e então ele resolveu tentar arrecadar dinheiro com isso, as músicas dele eram muito fofas
e eu não consegui, e dei um dinheirinho pra ele...
daí ele me deu esse violão
H: e ele perdeu o violão então?
Ne: que nada, ele tem uma coleção deles, assim como outras pessoas tem diversos instrumentos lá
...ou tinham
H: tinham?
Ne: a vila foi fechada devido a invasões, se refugiaram aí pra um lugar que eu não sei
H: se refugiaram?
Ne: alguém chamado may e tals
apareceu lá e ajudou eles
H: isso foi fofo da parte dela.... ou dele
né?
Ne: foi sim mas eu queria agradecer aquele garotinho pelo violão... foi muito fofo da parte dele sendo que eu nem sabia tocar isso naquela época
H: mas foi do nada assim?
Ne: eu ia lá todo dia e ele tava lá, e eu sempre dava uma quantia específica pra ele, até que ele me disse que queria retribuir
eu fiquei mal pq ele disse que tava meio sem rumo graças a umas pessoas aí
talvez a gente se encontre de novo, eu não sei
dês de que tudo aconteceu não tem mais sentido ficar vagando por aí
H: o que?
Ne: meh, nao to afim de ficar falando bobagem pra você sentir pena de mim
eu quero que você me veja como a fodona
H: ta mais pra a fofona não?
Ne: *dá um peteleco na cabeça do Henry
H: você lembra do nome do menino?
Ne: hmmmm, não
H: •-•
a bom
Ne: esperava que eu fosse lembrar? hahahahah
você é engraçado
H: eu sou eu ué
Ne: hehehe
*olha pro bolso do Henry e vê um pedaço da foto
ei *puxa foto do bolso
onde conseguiu isso?
H: ah- eu- tava olhando ali e achei e quando- eu achei- eu peguei-
pq eu ouvi o violão e não consegui pensar...
Ne: tudo bem, mas não roube coisas dos outros, não é legal.
H: ...
quem é ela?
Ne: quem é quem
H: ela *puxa foto e aponta pra menina raposa do lado da nevaska
Ne: ...
*fica encarando a foto
a resistência... funciona em grupos e nós duas tínhamos um grupo a gente era líder dele
só que o nosso grupo era declarado um dos mais poderosos de toda a resistência, então as missões mais difíceis eram entregues a nós, então grande parte do grupo morreu depois de um tempo
H: ai...
Ne: mas nós duas éramos tudo, a gente lutava junta a gente era premiada junta
eu amava ela demais
até que....
H: que...?
Ne: a gente descobriu atividades com o selo que tá prendendo as entidades malignas que afrontaram Naji a 14 anos atrás
e então a gente foi abrir
*começa a chorar um pouquinho
e ela foi levada por algo que até hoje eu não sei o que é
H: ...
poxa...
Ne: a sua cor me lembra muito ela
e o seu jeito é o mesmo dela...
eu achei isso curioso
*olha pro Henry com um sorriso e lágrimas nos olhos
H: ...
Ne: é por isso que eu ainda vago talvez pra encontrar ela
mas sozinha...
H: *bota a mão no ombro dela
você não tá sozinha
a gente tá aqui por você né?
;)
Ne: ... :(
:
:)
brigada heri
H: nao é nada heehe
Nevaska, toca uma música aí
Ne: ei *coloca a foto do lado
pode me chamar de neva
*pega o violão
{detalhe: ela tá sem as luvas}
começa a tocar: *beabadobee - coffee
L: *ouve isso
*olha pro lado
hmph o cara foi cortar...
*volta a dormir
**no dia seguinte
Ne: MINUTOS! SAO MINUTOS QUE PERDEMOS MAS QUE NAO PODEMOS PERDER ENTAO VAMOS!
bom dia gente como vcs tão
H: a
bodia
L: Olá.
eu estou bem.
Ne: levantem, eu vou tá esperando lá fora, a gente vai pra um lugar especial
L: iiih, aí. ferrou...
H: Vish
**um tempo depois
**eles caminhando
Ne: então, a gente tem que ir pra um lugar chamado Nira, e lá a gente vai encontrar o qye a gente quer
L: Nira nao é uma vila em Naji?
Ne: sim
H: e lá vai ter?
Ne: uma mini base secreta de você sabe quem, lá a gente pode ter mais informações sobre oq fazer
**chegando lá eles conseguem até ouvir aquela melodia medieval de violinos legais
H: woooow
é uma baita duma vila
Ne: éé meu amigo, as vilas que vieram do reino não são moleza não eles são beeem burgueses, sabe?
H: hmmmm
Ne: *entra num bar
H: boa tarde famiiilia
Ne: *chega no barman e fala
eai, eu vou querer aquela bebida lá, schnitzel, sabe?
L: schnitzel nao é uma comida?
H: shhhh
Barman: ah sim claro, mas eu acho que você vai ter que me ajudar a procurar..
Ne: meninos, venham comigo
Ne, H e L: *entram no lugar lá do Batman
H: caraaaaca quanta bebida
Barman: Nevaska, quanto tempo!
quem são esses?
Ne: são integrantes novos da ordem
pode deixar a gente entrar
BM: sempre né
*puxa uma bebida que na verdade era uma alavanca e abre uma porta
tenham um bom dia
H: valeu
L: boa noite
BM: olha estranho pro Lusk
...
mas tá de dia né?
**eles descem e passam por uma porta aberta que sai de dentro de uma parede e que dá em uma vila meio vale escondida no meio de várias rochas
L: woooooow isso sim é delicioso
H: caraaaaca
Ne: *barulho de canudo
H: ?? Neva onde q vc conseguiu isso aí
Ne: *bebendo suquinho naqueles copos com canudo
ah, eu roubei do barman
tô mó com sede
??¹: EAI NEVASKA!!! QUANTO TEMPO
*da um tapão no ombro dela
QUE BOM QUR VOCE VOLTOU
Ne: aaaaa oiiiiii
H: quem é esse cara lusk
L: eu nao sei
??¹: *quase esmagando a Nevaska de abraço
AAAA
Ne: ah, gente!
*solta do abraço
esse aqui é o Arthur(não é o Art), ele é um dos membros da equipe de vigilância da resistência
a gente é amigo dês de que ele chegou aqui
Ar: Olá. *faz um paz e amor
L: bonito bonito, como vai a sua mãe?
Ar: ah ela vai bem cara, encontrei com ela ontem e tals
*olha pro Henry quieto
E VOCE VOCE É UMA RAPOSA???
H: hmmm... sim?
Ar: CARAAAACA QUE INCRIVEL
NEM SEMPRE TEMOS RAPOSAS AQUI SABIA?
VOCE CHEGAR AQUI É TAK LEGAL
*abraça o Henry
H: *sente o calor do corpo do cara como se ele tivesse ha 6 horas no sol
Ne: *bota mão no braço do arthur

Ar: *solta abraço
hm?
Ne: sabe onde tá o shi?
Ar: lá dentro, xingando todo mundo como de costume
Ne: meeeh que bosta hein
fica bem Arthur, a gente tá indo
*bebe mais um pouquinho do suco
Ar: falow falow, até logo
H: cara simpatico
Ne: ele é, as pessoas daqui normalmente são legais
L: normalmente?
Ne: tem gente aqui que age como se tivesse morrido ontem, e infelizmente é quem a gente tem que encontrar
??²: OOOOO NEVASKA!!!
*da um soquinho na cabeça dela
Ne: Winry?
Wi: muito tempo né?
Ne: eu não venho aqui faz um tempo...
gente, essa é a Winry, ela é da equipe de exploração e ela controla a água
ela é super rápida e super incrível
*bebe mais um pouco do suco
Wi: *dá um tapão nas costas da nevaska
AH QHE ISSO
Ne: *cospe o suco todo
o shi ta dentro do quartel?
Wi: sim.
{percebe-se que elas falam MT sério qnd se trata desse cara ai}
H: ....
**eles sobem numa escadinha que da pra uma árvore e lá eles encontram um escritório cheio de armas e uma cadeira virada
Ne: shibaru?
**vem uma faca voando
Ne: *segura
de novo?
Sh: *vira a cadeira
não vem a três anos, o que você quer agora?
Ne: temos novos membros, pode registrar eles?
Sh: nem se os porcos voarem
Ne: que? como assim não
Sh: você não pode voltar depois de tanto tempo com duas pessoas aleatórias querendo enfiar ela na nossa associação
Ne: como assim, quando eu tava aqui não era assim
Sh: porque você era líder talvez?
Ne: e quando eu saio você muda tudo?
Sh: olha só, respeito e calma são a chave para o universo
então trate de aderir *levanta
{Shibaru tem o cabelo azul escuro usa uma jaqueta preta com uma blusa branca e uma calça jeans e ele é BEM ALTO MESMO deve ter uns 1,80}
Sh: *vai em direção da nevaska
pra sua sorte nos temos missões para vocês e se conseguirem resolver
talvez eu reabra o seu grupinho
Ne: que missão então
Sh: suspeito e tenho quase certeza de que o pessoal do templo da areia tá envolvido com a morte de alguns dragões por la, talvez eles estejam usando algo pra matar eles tendo em vista que um dragão não ia morrer pro elemento areia ou parecido
Ne: °-°
você acha que é um?
Sh: anel...
H: anel?
L: anel?
Ne: ...
Sh: não falou pra eles, Nevaska?
hmmm bem
anéis que carregam ambars com poderes dos antigos guardiões de cada elemento
os guardiões eram aqueles que ensinavam os elementos pros guerreiros qud passaram de geração em geração
Ne: mas aí a ambição subiu a cabeça e mataram os guardiões pra roubarem a sabedoria e o poder
Sh: exato.
recuperar esse poder e talvez restaurar os guardiões seria um dos objetivos da resistência
então, estamos aí pra tudo
Ne: ultimamente esses casos de dragões mortos têm acontecido pra cacete e a gente não sabe o porquê
Sh: poder.
Ne: hm?
Sh: poder.
H: poder?
L: ~FODER?~
Sh: poder é algo que muitas pessoas querem hoje em dia
já que tudo leva a isso
H: como assim
Ne: é oq eu já te disse, o reino manda na gente com poder, e pra revidar a gente precisa de mais poder
então todo mundo aqui procura poder
Sh: menos nos, a gente procura justiça
H: ....
Sh: mas é, se vocês fizerem a missão e recuperarem o anel eu dou o distintivo
Ne: vem com a gente?
Sh: nao, EU tenho coisa mais úteis pra fazer.
eu vou ao palácio do mar
Ne: fazer o que lá
Sh: essa missão em específico vocês não precisam saber.
H: °°
L: ue...
Ne: 😪 complicado
Sh: se me dão licença *abre a porta e sai
H: ... e agora?
Ne: *procurando umas coisas
é, não tá aqui
vamos pro ferreiro
*abre a porta e sai
H e L: ferreiro?
**chegando lá
Ne: *abre a porta que toca um sininho
??³: *olha pra trás {é um cara de cabelo e barba preta, super gigante com uma roupa de couro e uma calça}
OOOOO NEVASKA
Ne: eai ferreiro
??³: Oooo quanto tempo
H: ola... ferreiro né?
Sa: meu nome é Sakiro mas pode me chamar de saki
H: saki... legal
L: SAMUEL?
Sa: nao, saki.
Ne: a gente pode entrar aí e escolher algumas armas?
no caso eles né
a gente vai numa missão agora e-
Sa: OOOOO MAS POR QUE NAO PEDIU ANTES?
entra aí
H: woooooow
L: quanta coisa
Ne: escolham qualquer uma
H: *vê uma espada 3 vezes maior q ele
essa não
*vê uma adaga
essa também não
**enquanto ele tá mexendo cai uma espada na cabeça dele
AI u-ue
*olha pra espada e vê o reflexo do próprio rosto nela e no cabo de ouro
{pensa numa espada de pirata, é isso aí}
H: BELEZA EU VOU PEGAR ESSA AQHI
L: *pensando
Ne: eai, não vai escolher não?
L: EU TO PENSANDO Ô TIA
*vê uma espada que chega perto de ser uma ninjato mas não é (é tipo a espada do kazuma)
eu acho que... não. espada é coisa de político.
tem um arco não?
Ne: tem esse aqui *pega um arco bolado horizontal digno de um legolas
L: OOOO ISSO É MELHOR QUE A LEGISLAÇÃO DA INDONÉSIA
Ne: então tá decidido! aqui, ferreiro, são essas
Sa: *pega as espada do Henry e remenda ela e tal
*troca a corda do arco
prontinho, tá aqui suas armas
H: OOO GG
L: MULEEEQUE
Ne: hehehe agora vamos!
**saem da loja
Ne: antes da gente ir, tem algo que eu tenho que mostrar a vocês...
*vai em frente a uma parede
*tira uma das luvas e lambe o próprio dedo
*põe o dedo na parede e a parede começa a abrir
**se revela um grande estádio dentro de uma caverna
H: OOOOO
L: OOoo
Ne: a gente tem que treinar, vocês são meio toscos ainda
SEJAM BEM VINDOS!!! A Teikō
a arena de treinamento da resistência!
H: !!!
L: woooooow
Ne: vocês nunca lutaram de verdade né
**se posicionam a Nevaska de um lado e o Henry e o lusk de outro
Ne: AGORA EU VOU TREINAR VOCÊS DE VERDADE CARAMBA
*a voz dela ecoa
H: AI SIM
L: finalmente serei treinado..
Ne: PRIMEIRO, HENRY
H: oi
Ne: toma cuidado com a sua cauda, raposas são extremamente sensíveis aí, e isso é a nossa fraqueza
ENTÃO NAO DEIXA ACERTAREM AÍ
L: é, realmente, acertar lá atrás seria desinteressante.
Ne: E LUSK VOCE LUTA MUITO BEM
MAS PROCURA FOCAR NO SEU ELEMENTO
L: BELEZA
H: então o que faremos?
Ne: a gente vai descobrir o seu elemento
H: MEU?
Ne: E EU VOU ACABAR COM A RAÇA DE VOCÊS QUERO NEM SABER
*estende as duas mãos e forma a lança de gelo de novo
*começa a girar ela
*para de girar e bate com ela no chão criando um pouco de gelo em volta de si mesmo
*cria um casulo de gelo em volta de si mesma
PRIMEIRA COISA, VCS VAO TER Q ME ACERTAR AQUI
H: ...
L: ...moleza
*faz uma bola de ar
ESFERA DO REDEMOINHO
*joga bola no casulo de gelo que bate mas não causa efeito
H: puts queridão acho q sua bala de ar comprimido não deu muito certo
L: CALA A BOCA TA LEGAL? EU TENTEI PELO MENOS
H: *corre pra cima do casulo e acerta com a espada
*tenta fincar ela
Ne: *faz espinhos de gelo em volta do casulo e joga o Henry pra longe
H: hmmmm *olha o casulo se quebrando quando ela faz isso
°°
LUSK
o casulo fica fraco quando ataca
L: hmmmm...
H: se liga
*finca espada no chão
*sai correndo pra dar um soco no casulo
Ne: *faz os espinhos de novo
H: *troca de lugar com a espada que acerta e racha o casulo
L: gg mas agora você perdeu sua espada né mané
H: VOCE TEM UM FUCKING ARCO ACERTA AQUILO ALI
L: acertar é comigo mesmo
*mira certinho e lança a flecha mas ele erra
H: CACETE VOCE QUER UM OCULOS
to vendo que não vai dar certo fazer isso
faz outro redemoinho de não sei o que lá aí
L: se chama... ESFERA DO REDEMOINHO
*joga a esfera na rachadura que estoura o casulo e da uma grande ventania
Ne: hmmmm beleza
H: hm?
L: •~•
Ne: nada mal, foi mais rápido do que eu pensava...
mas vocês não tão num talk show então não é bom ficar conversando alto
*estende a mão e prende os pés do lusk com gelo
H: *vai pra cima da nevaska e ataca com a espada
Ne: *defende com a lança e chuta o Henry pra longe
*coloca a mão do lado da boca e cria uma bola de neve
BOLA DE NEVE
*lança no Henry
H: *desvia da bola de neve q bate na parede ali
eu nunca pensei que lutar seria tão maneiro
Ne: *olha diretamente pro Henry
hehe..
agora se prepara pro
L: AAAA SUA MALDITA
*atira uma flecha nela
Ne: *cria uma parede de gelo que para a flecha
L: oh
Ne: *vai pra cima do lusk que já tá solto
sabe qual a desvantagem de ter uma arma de longo alcance?
É QUE VOCE NAO ATACA DE PERTO
*acerta uma lançada na cara dele que joga ele pra longe
L: maldita cabeçuda
*junta as mãos
TORNADO BOLADO
H: é cada nome
L: *joga a Nevaska longe
Ne: Henry, tem uma coisa que eu quero te ensinar
*faz uma bola de neve
H: o que?
Ne: REBATE ISSO AQUI
*joga no Henry
H: O QUE
*leva uma bolada muito forte de neve no estômago e cai no chão
ai
Ne: peguei pesado?
H: *levanta VICE NEM ME FALA COMO QUE REFLETE COMO É QUE EU VOU SABER
L: O SEU COLCHONETE
Ne: aiaiai
HENRY
H: oi
Ne: direciona a sua mana pra espada
*estende a lança e faz o mesmo
*fecha os olhos
assim que você faz isso, a mana é como um espelho que reflete mínimas partículas de luz fazendo você ver a sua própria cara
é mais ou menos isso
mas concentrando com velocidade
você reflete o ataque e ele se torna seu
pensa num espelho
*olha pra lança e o reflexo dela mesma na ponta feita de gelo
H: como um espelho?
Ne: *lança outra bola de neve nele
H: espelho...
*consegue sentir a mana fluindo na lâmina
*e então quando chega o ataque ele sente a velocidade e vai com tudo direcionando o ataque de volta como se fosse ele concentrando a mana na espada
REFLEXO DE LUZ
Ne: *desvia
**bola de neve explode atrás dela
é isso, uma habilidade exclusiva das raposas
H: wooooah
L: E EU?
Ne: ei lusk, foca mais em um só ataque, depois você pensa nos outros
eu gostei muito dessa sua bolinha
H: a bola de gude arejada?
L: É ESFERA DO REDEMOINHO SEU HERBÍVORO
mas então...
*faz a esfera na mão
DEPENDENDO ELA FICA MUITO MAIS FORTE
*concsntra todas as energias nela e faz uma super bola maciça na mão
pesado
*lança ela bem rápido na direção da nevaska
Ne: *DESVIA MUITO POR POUCO
QUALÉ MANÉ TA TENTANDO ME MATAR
L: nao era esse o objetivo
Ne: CLARO QUE NÃO
a enfim, eu acho que tá tudo bem por agora
*bate a lança no chão e quebra ela
VAMOS NESSA PESSOAL
**chegam na porta de um caminho de árvores
{la tem um monte de cavalo preso, e olhando tem vários mapas e plaquinhas mostrando onde tão as vilas}
Ar: *segura ombro da nevaska
nevaska, você acha que vai ficar tudo bem com eles?
Ne: sim, eu confio neles
você não?
Ar: eu nunca disse nada
[obs: quando o Art aparecer a sigla dele ou vai ser AT ou ART mesmo]
Ne: eu tenho que ir
*puxa um cavalo
H: um cavalo só?
L: ele aguenta?
Ne: eu e henry valemos por 0,5 pessoa e o lusk por 0,8
L: como você calculou isso?
Ne: eu não calculei
L: porra.
**sobe Nevaska na frente, Henry no meio, e lusk atrás
(o cavalo nem sequer se mexe, parece a coisa mais fácil do mundo levar esses 3)
Ne: viu?
L: meu deus quantos quilos vocês tem?
Ne: vamos!
*faz um movimento lá e o cavalo começa a andar pra longe
Ar: *olhando
Wi: *encosta no Arthur
Arthur eu encontrei algo estranho...
Ar: o que houve
Wi: no quarto do shibaru... ele deixou umas anotações...
*mostra pro Arthur
Ar: *lê
*vê desenhos de um cristal da água e um guardião
guardioes de agua?
Wi: *vira página pra ele
Ar: ... *lê
Hoje eu ------(folha arrancada)
e me inflitrar na ordem ---------
roubar um certo alguém
Ar: você acha que?
Wi: sim.
Ar: vamos investigar isso
*saem correndo em direção a casa principal
...
No próximo episódio
NAJIYU EP 5
Escrituras de uma antiga pirâmide de espelhos...
🖤
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2020.08.29 16:45 joaopfgomes Me sinto sem perspectiva

Me sinto sem nenhuma perspectiva de melhorar meu bem estar.
Em fevereiro terminei meu relacionamento, e isso acabou ocasionando um forte desânimo em mim, obviamente procurei formas de me cuidar e investir em mim, porém não obtive sucesso.
Vivo em uma das menores capitais do BR, então aqui todos se conhecem (inclusive tem um lema que para viver aqui você precisa ter maturidade suficiente para sentar numa mesa com sua namorada, sua ex namorada e o namorado dela que provavelmente é ex da sua atual namorada).
Era difícil cortar relações principalmente numa cidade pequena, uma hora ou outra você acaba encontrando a tal pessoa, então nos resolvemos.
Porém me sinto mal ao ver como ela lidou com a situação e eu não lidei, minha ex namorada é uma ótima cantora local que investiu pesado na carreira após o término, com divulgação e networking, e apesar de eu saber que números em redes sociais não são tudo e podem mentir, eu fiquei impressionado em como ela cresceu em pouquíssimos meses.
Ela se tornou uma pessoa que eu considero bem mais notável e relevante, eu por outro lado, me sinto estagnado.
Investi em meus estudos e tive resultado, fiz alguns cursos e me adiantei na faculdade, porém isso não me animou ou me alegrou.
Meu trabalho não me dá alegria apesar de ser um algo tranquilo, e também não sei em que poderia trabalhar pra me sentir bem, honestamente nenhuma área profissional me atrai, apesar de eu achar algumas coisas interessantes.
Procurei investir na minha auto estima e no meu corpo também, planejo fazer mais algumas tatuagens e comecei a academia (apesar de possuir um porte físico atlético desde criança), também nada disso funcionou.
Tenho alguns projetos com alguns amigos que possuem potencial, porém não tenho motivação ou paciência para fazê-los e lidar com os baixos números de um começo (que todo negócio ou ideia obrigatoriamente passam)
A única coisa que me causa bem estar é jogar futebol, jogo peladas de Fut7 e salão sempre que possível, e apesar de ser considerado muito talentoso, fico alimentando a ideia de que isso nunca irá me levar a lugar nenhum, estou com 21 anos já e fui dispensado das categorias de base de um grande clube brasileiro, e depois disso não tive mais motivação para tentar novamente, sinto que não tenho mais chance.
Eu sinto muita falta de me sentir alguém relevante, ou com o mínimo de influência, mas parece que estou fadado a definhar vivendo uma vida medíocre, além de que tudo isso é potencializado pela forma que a minha cidade é, vejo amigos e pessoas próximas progredindo (como minha ex), e isso faz com que eu me sinta cada vez mais estagnado
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2020.07.20 23:37 MayCorrea Quis me expulsar de casa, me proibiu de namorar uma pessoa que eu amava, tentou me obrigar a mudar meu depoimento na polícia e agora diz que caso eu não aceite a nova "esposa" que pretende arrumar, não amo ele, e que eu tenho que inclusive estar no casamento e "gostar" da pessoa

Oi, estou escrevendo isso tudo em português pois sou do Brasil, e como o texto é grande, daria muito trabalho escrever e corrigir em outra língua... Acho que é uma fusão de "pais intitulados" com "eu sou o babaca?" o que vou escrever, com um acréscimo de chantagem emocional e toxicidade... Me desculpem pelo texto gigante, mas eu realmente preciso desabafar, e como não tenho como ir na terapia até semana que vem, acho que preciso colocar tudo isso pra fora de alguma forma senão vou ficar maluca...
Eu tenho 18 anos atualmente, e como contei em um post no TurmaFeira que teve pouco alcance, no inicio do ano passado acabei tendo de mudar de escola por conta de uma amante do meu pai que por algum motivo maluco resolveu dar aula na escola perto da minha casa na mesma semana em que eu me matriculei (suspeitosamente específico ser logo lá, não?) , tive uma crise de ansiedade (coisa que meu pai nunca ligou, e ainda me culpa toda vez que acontece)... Pouco depois disso, eu comecei a namorar (estamos noivos atualmente, mesmo com tudo que aconteceu) e desde o inicio meu pai tentava apressar o relacionamento, tentando me fazer levar ele na nossa casa com poucas semanas que tínhamos nos conhecido e etc... Tanto eu quanto meu namorado curtíamos sado, porém um dia acabou saindo um pouco fora do calculado e eu terminei com uma veia estourada no olho... Mesmo eu explicando a situação, em momento nenhum meus pais quiseram me ouvir, e me obrigaram a abrir um boletim de ocorrência contra esse namorado (vou chamar de carls pra facilitar), e quando viram que tudo que falei não era contra ele, tentaram me fazer mudar esse depoimento e ameaçaram inclusive me declarar incapaz para que eles mesmos mudassem esse depoimento...
(Quero deixar claro antes de tudo, que eu não iria defender ele nunca se ele fosse um namorado abusivo, vivi relações abusivas já e saí delas justamente por serem abusivas. O ponto é que além disso tudo, eu e ele sabemos que o que aconteceu foi erro dos dois, imaturidade e inexperiência... Ele sempre me respeitou e me tratou super bem, mas ninguém da minha família quis me ouvir...)
Quando, a uns 3 meses, contei que estava com ele, e que realmente queria esse relacionamento, e pedi pra que eles aceitassem pelo menos uma conversa, não quiseram me ouvir, ameaçaram de me expulsar de casa só com a roupa do corpo, e quando e disse que iria, disseram que como eu ainda não era maior, teria que acatar o que eles quisessem, então eu não poderia ir e que ele iria mandar matar o carls... Mesmo depois de os ânimos acalmarem, quando souberam que ele tinha vindo me ver no bairro, e que umas amigas me ajudaram a encontrar com ele, e meu pai mais uma vez me bateu e foi atrás dele, mas acabou desencontrando e se resumindo em ele e a minha sogra trocando farpas. Sempre disseram que era pro meu bem... Porém acho que pelo menos alguém concorda que fazer esse tipo de joguinho emocional a base de ameaças com a filha depressiva e com transtorno de ansiedade é qualquer coisa menos saudável... Até hoje quando tento conversar sobre minha mãe fala que ela pode "levar essa culpa pro caixão", mas que nunca vai pisar na minha casa quando eu me casar com o carls, e meu pai até então dizia o mesmo, que não iriam me ver e nem dar o mínimo apoio financeiro, porque sou mal agradecia e etc... Que eu ainda seria bem vinda aqui e os possíveis filhos também, mas que ele nunca... Ok, eles estão no direito deles, certo? Guarde isso pra daqui a pouco.
Bom, semanas atrás eu comecei a desconfiar que meu pai estava traindo a minha mãe mais uma vez, e acabei olhando o celular dele (sei que vão me xingar mas escutem antes por favor) onde eu vi várias coisas, incluindo com mulheres casadas e até uma prima que ele jurou não ter nada, registros de motel e etc... E o ponto é que ele nunca me deixou falar quando se sentiu ameaçado, e desde então decidi tratar com ele por escrito ou com provas sempre que a situação é mais complexa... Então imprimi tudo e coloquei em um envelope dentro da bolsa dele (ele trabalha em outra cidade e vem nos fins de semana... bom, agora só a cada 15 dias...) com mais algumas coisas que escrevi pedindo ele que me ouvisse e inclusive aceitasse se tratar porque isso não é normal, ele mesmo já disse que é doença.
No dia seguinte, ele leu e ligou me ameaçando, dizendo que eu não mereço o amor dele, o respeito dele e nem nada, que eu sou a pior pessoa do universo e me ameaçou mais quando eu disse que iria enviar aquelas fotos pras pessoas em questão por conta da raiva e da decepção... Ele já tem duas filhas fora do casamento e sempre falou que tinha orgulho de mim, mas pra justificar o motivo de não se divorciar pras outras mulheres, falava que eu sou demente e maluca, que faço tratamentos pesados e etc... E eu aproveitei esse dia pra colocar pra fora tudo que eu precisava colocar, ele só ia voltar 10 dias depois, pro meu aniversário, então ele não teria como me bater e nem falar nada comigo até lá.
Nesse meio tempo a minha avó, mãe dele, foi internada com Covid em estado muito grave, e está intubada na UTI até hoje... Por conta disso, essa briga toda foi deixada de lado por uns dias. Ele chegou na quarta, e meu aniversário de 18 anos seria na sexta.
No dia do meu aniversário, meu pai tentou puxar o assunto mas eu pedi que pelo menos esse problema ficasse pro outro dia. No sábado de manhã, disse que sairia de casa e entre diversas outras coisas, que ainda gostava da professora que citei no post anterior e no inicio desse, e que estava sim conversando com ela. Minha mãe não quer aceitar a separação, e me pediu ajuda para convencer ele a mudar e continuar em casa, e eu juro, eu fiz de tudo, mas sempre que não falo com ele o que ela quer e como ela quer, ela fica com raiva, grita comigo, me xinga e fala que eu estou contra ela... E ele, quando eu falo, diz que não amo ele o suficiente, que eu sou parcial e só defendo a minha mãe, e que ele sempre foi o melhor pai do mundo mas eu nunca dei carinho e atenção, quando na verdade, ele nem sai do telefone ou tv quando vou falar com ele, e geralmente responde com "hmm" ou "ah".
Dois dias atrás ele me ligou pelo número da minha mãe (eles me proibiram de ter whatsapp, celular e de ter acesso a qualquer outra rede social, mal sabem que posto aqui no reddit), e junto com uma enxurrada de chantagem emocional, ele disse que se eu me casar com o carls ele vai dar um esporro, mas que vai amar ele como um filho se ver que ele está sendo bom pra mim (coisa que ele até poucos dias jurava ser impossível) e que se eu não aceitasse a nova esposa dele, isso provaria que meu amor é condicional mesmo que a esposa em questão fosse uma amante (a professora ou uma maluca que ja citei, que me ameaçou de morte e ele não fez absolutamente nada, ela saiu de são paulo e veio para minas atrás de mim quando eu tinha 14 anos)...
Hoje eu liguei pra ele contando que acho que consigo entrar pra medicina com bolsa pelo prouni... e ele começou a me xingar sem necessidade... Quando reclamei, ele puxou esse assunto, e insistiu que se eu não aceitasse eu não mereço o amor dele, entre outras coisas... E enquanto isso minha mãe estava do lado, digitando tudo que ela queria que eu dissesse, como queria, e até a hora que queria... Senti uma fincada na barriga na hora, não sei o porque, e as vistas chegaram a escurecer... e mesmo assim os dois continuaram buzinando na minha orelha e chegou num momento que até levei um tapa por não ter falado o que a minha mãe queria, e pedido pra esperar um pouco.
Em resumo, a briga dele foi para me convencer que tenho que aceitar, e inclusive estar no casamento dele e conviver com a pessoa mesmo que seja a professora em questão... E que se eu não fizer isso meu amor é condicional, mas que quanto ao casamento com o carls, eles estão completamente no direito de escolher se querem ou não conviver com ele, e que isso não é um tipo de amor condicional...
Eu realmente não sei o que fazer quanto a isso... mas atualizo vocês, caso tenham interesse, com os próximos capítulos dessa novela mexicana com enredo ruim que tenho vivido.
Obrigada por ter lido esse "testamento", e sintam-se livres para julgar a história nos comentários...
submitted by MayCorrea to EntiltedParents [link] [comments]


2020.06.01 19:19 slimpedroca Médica denuncia espancamento por frequentadores de 'festas de corona' no Rio: ela teria apanhado de 5 homens, e bombeiros e policiais teriam rido e negado socorro

O post original dela no Facebook é mais chocante que qualquer matéria:
Hoje vou falar sobre minha dor e do quão solitária ela é
Pensei muito antes de escrever. Está muito difícil, mas eu preciso falar. Preciso desabafar. Gostaria que você me desse ouvidos. Se não, esse monstro vai continuar a me corroer por dentro.
Moro no Grajaú, Rio de Janeiro. Sou médica há 10 anos. Tenho um filho pequeno maravilhoso. Na rua onde moro, existe uma casa, que fica ao lado do Corpo de Bombeiros. Nessa casa, fazem “Festas de Corona” todos os dias e todas as noites. Sim, durante o dia também. Som altíssimo, ensurdecedor, por 3 dias seguidos. Na terça-feira, de madrugada, os vizinhos gritavam para parar, chamamos a polícia diversas vezes. Mas para a nossa (falta de) surpresa, a polícia nunca veio. Os frequentadores da festa gritam “vão chupar uma bu... ou um ca...” Um baixo nível sem fim. Saem da casa para urinar nos postes da rua, espalham garrafas de cerveja por todos os cantos, não deixam ninguém dormir. Fazia 5 dias que eu dormia na sala. A polícia e os bombeiros sempre acionados. Mas nunca vieram.
Jogaram tomates, tinta na porta da casa, avisos desesperados da vizinhança pedindo que eles parassem. Muitas postagens em redes sociais. O problema nem é a aglomeração... essa já é uma luta inglória e perdida. Era pelo fim da perturbação sonora.
No sábado, teria um plantão à noite e havia trabalhado no dia anterior todo. Na linha de frente do Covid. Trabalho pesado, exaustivo. Precisava dormir um pouco de tarde para assumir meu plantão noturno. E a festa continuava.
Decidi descer e acabar com aquilo. Tomar uma atitude qualquer. Eu, do alto dos meus 1,50m e 46kg, pedi para que parassem a festa (estava lotadíssima, claro que isso nunca aconteceria). Então, num ato de exaustão e desespero, quebrei o retrovisor e trinquei o pára-brisas de um dos carros parados irregularmente na calçada, de um dos frequentadores da festa. Coisa que qualquer seguro de carro cobre.
Foi errado. Foi impensado. Foi estúpido. Mas sou humana e fiz uma besteira contra um bem material de outra pessoa. Não foi um ato contra nenhum outro ser humano, isso eu sou incapaz de fazer.
5 marmanjos (me lembro de uns 5) saíram, e obviamente, bêbados e drogados, típicos “cidadãos de bem”, não estavam para conversa. Apavorada, vi o potencial da besteira que fiz e saí correndo. Me agarraram em frente ao Hospital Italiano. Me enforcaram até desmaiar. Me jogaram no chão e me chutaram. Quando retornei à consciência, gritava por Socorro! Isso aconteceu no dia 30 de Maio por volta de 17h, em plena luz do dia.
Os moradores do bairro passavam por mim, o segurança do hospital viu aquilo, as pessoas diminuíam a velocidade de seus veículos e só observavam. Eu pedia para que chamassem a polícia e alguém me ajudasse, por favor. Para que filmassem com um celular o que estava acontecendo, uma ajuda pelo amor de Deus. Mas ninguém veio. Ninguém veio. Algumas senhorinhas passaram pela cena e falaram para me matar mesmo.
Quebraram meu joelho esquerdo e pisotearam minhas duas mãos.
Um deles mandou trazer o carro, e disse que ia dar sumiço de mim. Tive certeza que ia morrer.
Me arrastaram pela rua até o Corpo de Bombeiros, uma mulher, frequentadora da festa, arrancou chumaços do meu cabelo. Os bombeiros do batalhão da Marechal Jofre vieram. Implorei por ajuda. Pedi para que garantissem minha integridade física até que a polícia chegasse e tudo fosse esclarecido. Eles riram de mim e disseram que meu lugar era apanhando no chão.
Eles são amigos do dono da casa.
Um vizinho veio apartar e disser que eles não poderiam mais bater em mim, e que a polícia deveria vir. Levou um soco na boca.
A patrulha da polícia chegou. Logo vieram mais duas. Descobri que o dono do carro (um mini cooper de mais de 100 mil reais) também era policial. Ele me pediu 6.800 reais para que tudo ficasse por aquilo mesmo.
Durante semanas, pedimos para que a polícia viesse resolver a situação daquela casa. Bastou quebrar o vidro do carro de um policial para que 3 viaturas aparecessem.
Um casal de vizinhos, contou o que tinha acontecido. Um casal de anjos. Seguraram minha mão.
O dono do carro que pegou sua carteira de policial e esfregou no meu nariz (literalmente) e me exigiu 6.800 reais para me deixar em paz, decidiu não levar nada adiante.
O dono da casa e seus frequentadores e todos os agressores correram para dentro da casa e não consegui indiciar ninguém. Parece que um dos donos também é policial.
Os bombeiros covardes que viram e permitiram toda a situação, repetiram que eu nunca tinha apanhado. Quando souberam que eu era médica (não que isso tenha nenhuma relevância) alguns mudaram o discurso para o famoso “Não vi nada”.
Os policiais fizeram o registro com alguns moradores, com o dono do carro que abriu mão de qualquer reclamação, mas não conseguiram com os agressores ou o dono da casa. Que por sinal, voltaram para a casa e recomeçaram a festa. Sim. Esse é o escárnio.
Fui levada para o Rios D'Or pelo casal de vizinhos anjos que me ajudaram, e tive apoio psicológico já dentro do hospital. Vou morar alguns dias com meu pai e minha madrasta. Tive que engessar uma mão, e a outra está com imobilizador, se não, nem uma muleta eu conseguiria usar. É difícil ter noção de como é ficar ser uma perna e as duas mãos ao mesmo tempo.
Estou muito chorosa, triste, e sem fé na Humanidade. A impunidade vai reinar mais uma vez nesse caso. Mas o que mais me doeu, foi ter clamado por ajuda, e dezenas, talvez uma centena de pessoas viram o que aconteceu e 3, somente 3 se dignificaram a socorrer uma pessoa em perigo. Sempre fui atuante na comunidade do Grajaú, e quando precisei de socorro, fui abandonada aos chutes e gritos de “Mata mesmo!”.
O que me dói mais não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons.
Se as festas acabarem na casa da marechal jofre, lembrem-se que custou meu trabalho de médica e meu joelho.
Eu sempre tive um pensamento mágico que, se eu fizer o Bem, o Bem voltará para mim. Mas isso não é verdade. Quanto mais bondoso, e mais envolvido, mais você fica em destaque e mais a Maldade te atinge.
É possível que eu tenha que operar meu joelho. Está tão machucado que na tomografia não deu para ter certeza. Mas parece ter rompido o ligamento cruzado posterior. Vou ter que fazer uma ressonância magnética e meu plano não cobre (estou em período de carência). Vou ficar algum tempo sem trabalhar. Ninguém vai pagar por isso.
Estou muito machucada fisica, psicologica e espiritualmente. Espero voltar a trabalhar logo como médica, nasci para isso, é o que sei fazer.
Mas a cada tramal e dipirona que eu tomo para me mexer sem dor, me lembro que perdi a fé na Humanidade.
Pensei muito se deveria contar o que aconteceu, estou com muito medo de represália. Os fortões venceram mais uma vez, mas ainda não conseguiram calar minha Voz. Enquanto ainda não vivemos num estado-policial, vou continuar falando. Preciso continuar denunciando as injustiças. E deixo no fim desse relato-desabafo: se algo acontecer comigo, que todos saibam quem fez! Que não continue impune. Pisotearam minha garganta, mas não calaram minha voz!
Matérias sobre:
https://m.extra.globo.com/casos-de-policia/medica-relata-ter-sofrido-agressoes-por-parte-de-frequentadores-de-festas-de-corona-no-grajau-rv1-1-24456469.html
https://odia.ig.com.brio-de-janeiro/2020/06/5926476-medica-diz-ter-sido-agredida-por-cinco-homens-por-reclamar-de-festa-no-grajau.html
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/06/01/medica-diz-que-foi-espancada-em-confusao-ao-tentar-acabar-com-festa-de-vizinhos-no-grajau-rio.ghtml
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2020.05.05 11:54 ThorDansLaCroix Minha perspectiva em favor a Renda Basica Universal.

Antes de tudo eu quero dizer (aparentemente tenho que dizer) que minhas opiniões, deduções e informacoes nao sao levadas como absolutistas por mim. Caso contrário eu não estaria perdendo tempo apresentando e conversando com pessoas com perspectivas diferentes e divergentes. Dito isso:
Enquanto a maioria dos apoiadores mais eloquente do capitalismo dizem que a Renda Básica é socialismo (ou seja, dizem ser contra), a sociedade sempre emergiu ao protocapitalismo, liberdade, conhecimento, democracia e desenvolvimento quando a riqueza foi distribuída "gratuitamente" à população.
Eu vou citar alguns exemplos que tenho e então vcs me corrigem se tiverem algo para enriquecer o debate.
A China, o maior império asiático no passado, era uma sociedade que desenvolveu grandes tecnologias para sua época, comércio, indústrias, arquitetura e uma de suas principais características era o fato de as pessoas receberem terra (e sementes quando havia desastres naturais). Obviamente o governo saia ganhando pq no lugar de deixar uma pessoa pobre, improdutiva pedindo esmolas na rua e provavelmente cometendo crimes, dando o acesso a terra a pessoa ou família não só passa a ser produtiva para a sociedade mas também paga impostos.
Agora, vamos para a Grécia:
"A maior objeção dos oponentes da Renda Básica Universal é com argumento que as pessoas são intrinsecamente preguiçosas e desonradas. Dizem que quando o dinheiro é distribuído de graça, todos ficam sentados e param de trabalhar até o colapso do sistema. [...] acontece que a Grécia Antiga é um exemplo fantástico do que acontece em uma sociedade que dotou seus membros de abundância e direito. [...]
No mundo pré-moderno de uma típica cidade-estado grega, a terra era o recurso mais importante, a chave para o sustento e a segurança. A maioria das cidades-estados gregas distribuiu terras para a população de maneira a apoiar o maior número possível de famílias independentes e autossustentáveis. A democracia ateniense, que se destacava por seus extensos programas sociais, fornecia subsídios para jogos, teatro e grãos para tornar a vida mais agradável e digna. Essa vida "agradável", no entanto, não gerou um bastião de indivíduos preguiçosos que estavam inclinados a fazer o mínimo possível.
Uma das características mais marcantes da Grécia antiga é o alto nível de ação voluntária e auto-organizada. A típica cidade-estado grega não mantinha um exército ou burocracia profissional. Os cidadãos, além de administrar os assuntos locais em suas aldeias e bairros, também lutaram em batalhas e administraram o governo sem incentivo financeiro ou desespero (o pagamento de subsídios para hoplites e jurados foi introduzido em Atenas apenas para aumentar a participação dos pobres). Em Atenas, onde as pessoas tinham muita liberdade para fazer o que desejavam, a filosofia e as artes floresceram, deixando-nos uma coleção inestimável dos clássicos. De fato, temos boas evidências de um velho em particular que passava muitos dias conversando com amigos e transeuntes, em vez de provar seu valor trabalhando duro e incessantemente em seu trabalho. Caso você queira saber o nome desse "parasita", era Sócrates.
Sob um sistema que reduzia a escassez e a concorrência e aumentava a abundância e o lazer, os gregos não se tornavam apáticos e ambiciosos. Pelo contrário, nenhuma outra pessoa era tão competitiva e gostava de excelência quanto os gregos. A diferença é que, uma vez que não precisavam mais se preocupar com as necessidades básicas, canalizavam a maior parte de sua energia em competições de atletismo, criatividade e serviço público. Essas competições agonísticas de atividades não materiais enriquecem e reúnem a comunidade em vez de estabelecer "perdedores" para punição ".
https://economic-historian.com/2019/04/the-time-for-universal-basic-income-has-come/
Uma coisa que falta na citação acima é a questão da sociedade grega (pelo menos entre as famílias mais ricas) eram os escravos que faziam o trabalho quem não queriam fazer, e esse eh um dos principais motivos dos cidadãos terem tanto tempo sobrando. Mas eu volto a essa questão mais a frente.
Iluminismo e desenvolvimento do capitalismo ocidental.
A principal característica do desenvolvimento da sociedade capitalista após a Idade Média foi a emancipação dos camponeses. Note: onde eles emanciparam primeiro é onde a democracia e o capitalismo se desenvolveram primeiro e mais mais rápido.
E uma das principais características da emancipação dos camponeses na Europa Ocidental era o fato de poderem manter a terra para si onde sua família trabalha há gerações (e pertenciam antes a um proprietário feudal). As terras que antes tinham que ser protegida pelos seus proprietários e que por isso mantinham um exército privado, agora passa a ser protegido pela Nação-estado e seu exército/polícia, permitindo que pequenos e médios agricultores emancipados tivessem suas terras seguras. (Ver Origens do Totalitarismo por Hannah Arendt).
Na Europa Oriental, os camponeses não mantinham a terra para si mesmos e foram emancipados muito mais tarde; assim, a democracia e o capitalismo também se desenvolveram mais tarde e os antigos senhores feudais se tornaram os poderosos políticos no Estado-Nação. (O que eu suponho que tenha algumas semelhanças com o que aconteceu no Brasil).
A era colonial
É muito clara a diferença de desenvolvimento social, político e econômico entre os países onde a terra foi distribuída às famílias (como nos EUA, Austrália e no Canadá), comparado com onde enormes quantidades de terras foram dada a alguns amigos do Rei e ao restante da população (a maioria) eram trabalhadores sem terra própria (como nas colônias espanhola e portuguesa).
Hoje em dia
Regiões na América do Sul, onde houve certa distribuição de terras para a população no passado (especialmente para os pobres), são as regiões onde tendeu um melhor desenvolvimento político, social e econômico.
Adivinhe quais são as principais características de um declínio da sociedade? O que causou o declínio da sociedade grega, chinesa, romana e o que aparentemente está causando as crises sócio-político-econômico de hoje é a concentração de riqueza nas mãos de poucos, sem o acesso da população a tais. Basta olhar para a Idade Média, onde a população teve que trabalhar na terra de poderosos proprietários. Ou hoje nos países pobres e em desenvolvimento em que a maioria da população mal beira a classe média. E mesmo nos países desenvolvidos hoje em que os salários estão estagnados a aproximadamente 40 anos.
Eu falei antes que eu iria voltar a questão da escravidão que estava engrenada na característica social, cultural e econômica da Grécia e Roma. Ao meu ver, da mesma forma que a consolidação da doutrina do trabalho (ver a Ética protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber) foi uma as coisas mais importante para abolir a escravidão, eu suponho que a automação propicia a abolição da doutrina do trabalho, pq ambos nao tem como se desenvolverem juntos a não ser com pesados subsídios industriais e agrícolas junto com o dumping comercial para manter empregos, como acontece nos países desenvolvidos. Entao pq nao acabar com a doutrina do trabalho e parar de injetar dinheiro a empresas para produzirem além de uma demanda existente, o que faz com que governos tenham que criar demandas artificialmente com mais dinheiro a ser investido em projetos de especulação urbana desnecessária, além de dumping comercial que prejudica imensamente os países mais pobres, e simplesmente coloca esse dinheiro diretamente na mão dos cidadãos, para criar uma demanda real e uma produção real a uma demanda (o que muito provavelmente acabará ou amenizar as bolhas e crises econômicas que vem sendo tão frequente, e os conflitos entre nações para ganhar o mercado um do outro para dumping comercial.
"Fascinante como definimos independência como sendo fazer coisas para outra pessoa por dinheiro. Contanto que possamos encontrar alguém para nos pagar, somos auto-suficientes. Isso é na verdade uma dependência de outras pessoas. Todos dependemos de clientes de alguma forma. Clientes são os verdadeiros criadores de emprego e a Renda Universal os criaria.
Quando você trabalha por conta própria ou é dono de seu próprio negócio, o que vc se importa é os clientes e o que você não liga é a origem do dinheiro deles. Ninguém pergunta se seus clientes "trabalharam" pelo dinheiro antes de aceitá-lo. O que importa é que eles têm dinheiro para serem clientes. " Twitter @scottsatens
Eu penso que as pessoas com uma renda básica vai continuar trabalhando. Seja para ajudar a sua comunidade tal como foi por muito tempo a cultura americana, em que os cidadãos do bairro ajudam a reformar a escola, a igreja, a biblioteca e prezam pelo trabalho voluntário. E mesmo hoje, durante a quarentena, tem pais dando aulas as crianças de seus vizinhos no quintal, como forma de trabalho social voluntário, e essa eh a verdadeira raiz patriótica Americana que muitos brasileiros que batem continência a bandeira Americana não carregam como princípio, pq nos países em que o auto determinismo foi mais limitado à população pela falta de acesso à riqueza (terras), ser servido e não servir passou a ser o simbólico do sucesso.
Mas o que eu quero dizer com tudo isso, é que as pessoas tendo a opção de nao servir e escolher a quem servir, buscando as melhores condições de trabalho e sentido em seu trabalho, que passa a ser não o dinheiro para sobreviver mas sim ao trabalho procreativo social, empresas em geral terão que oferecer as melhores condições ou serão obrigadas a investir em automação o quanto possível. E eu vejo isso como positivo.
Portanto, dar dinheiro de graça, como era a terra no passado, é o que desenvolve uma sociedade com melhor cultura política, economia, melhor participação social e melhor capitalismo.
Eu nao ligo qual sistema econômico vivemos desde que o sistema consiga se adaptar a simbiose social e tecnológica, ao invés de estagnar tal sociedade por falta de capacidade adaptativa. Até mesmo pq todo sistema cai naturalmente quando não se adapta a sociedade que está sempre em constante transformação.
Eu penso que eh por isso mesmo mais e mais pessoas que defendem o capitalismo estão começando a defender a implementação da Renda básica Universal (veja o Andrew Jang por exemplo). Pq sabem que não podemos fingir que ainda estamos no século XX em um sistema estagnado que só causará decadência e colapso social. E penso que muita gente se torna conservadora com medo que tais mudancas levem a outro sistema (ou para ser mais espeficico, com medo e acresitando que mudancas irao levar ao socialismo/comunismo).
Observacao: Como sempre e mais uma vez, estou apresentando a minha perspectiva para obter as observações que possam corrigir ou agregar algo, para melhor entender as coisas e as pessoas. E como sempre eu sei que tem muita gente que ficará ofendida e estressada por discordar de algo. Então antes de responder no impulso emotivo com ad hominem e ofensas, talvez ganhem o conforto emocional do apoio de alguns, mas a mim e a discussão tais atitudes tóxicas apenas servem para empobrecer o ambiente e confirmar o despreparo em lidar com as próprias frustrações.
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2020.05.05 11:38 ThorDansLaCroix Meu ponto de vista em favor a Renda Basica Universal.

Antes de tudo eu quero dizer (aparentemente tenho que dizer) que minhas opiniões, deduções e informacoes nao sao levadas como absolutistas por mim. Caso contrário eu não estaria perdendo tempo apresentando e conversando com pessoas com perspectivas diferentes e divergentes. Dito isso:
Enquanto a maioria dos apoiadores mais eloquente do capitalismo dizem que a Renda Básica é socialismo (ou seja, dizem ser contra), a sociedade sempre emergiu ao protocapitalismo, liberdade, conhecimento, democracia e desenvolvimento quando a riqueza foi distribuída "gratuitamente" à população.
Eu vou citar alguns exemplos que tenho e então vcs me corrigem se tiverem algo para enriquecer o debate.
A China, o maior império asiático no passado, era uma sociedade que desenvolveu grandes tecnologias para sua época, comércio, indústrias, arquitetura e uma de suas principais características era o fato de as pessoas receberem terra (e sementes quando havia desastres naturais). Obviamente o governo saia ganhando pq no lugar de deixar uma pessoa pobre, improdutiva pedindo esmolas na rua e provavelmente cometendo crimes, dando o acesso a terra a pessoa ou família não só passa a ser produtiva para a sociedade mas também paga impostos.
Agora, vamos para a Grécia:
"A maior objeção dos oponentes da Renda Básica Universal é com argumento que as pessoas são intrinsecamente preguiçosas e desonradas. Dizem que quando o dinheiro é distribuído de graça, todos ficam sentados e param de trabalhar até o colapso do sistema. [...] acontece que a Grécia Antiga é um exemplo fantástico do que acontece em uma sociedade que dotou seus membros de abundância e direito. [...]
No mundo pré-moderno de uma típica cidade-estado grega, a terra era o recurso mais importante, a chave para o sustento e a segurança. A maioria das cidades-estados gregas distribuiu terras para a população de maneira a apoiar o maior número possível de famílias independentes e autossustentáveis. A democracia ateniense, que se destacava por seus extensos programas sociais, fornecia subsídios para jogos, teatro e grãos para tornar a vida mais agradável e digna. Essa vida "agradável", no entanto, não gerou um bastião de indivíduos preguiçosos que estavam inclinados a fazer o mínimo possível.
Uma das características mais marcantes da Grécia antiga é o alto nível de ação voluntária e auto-organizada. A típica cidade-estado grega não mantinha um exército ou burocracia profissional. Os cidadãos, além de administrar os assuntos locais em suas aldeias e bairros, também lutaram em batalhas e administraram o governo sem incentivo financeiro ou desespero (o pagamento de subsídios para hoplites e jurados foi introduzido em Atenas apenas para aumentar a participação dos pobres). Em Atenas, onde as pessoas tinham muita liberdade para fazer o que desejavam, a filosofia e as artes floresceram, deixando-nos uma coleção inestimável dos clássicos. De fato, temos boas evidências de um velho em particular que passava muitos dias conversando com amigos e transeuntes, em vez de provar seu valor trabalhando duro e incessantemente em seu trabalho. Caso você queira saber o nome desse "parasita", era Sócrates.
Sob um sistema que reduzia a escassez e a concorrência e aumentava a abundância e o lazer, os gregos não se tornavam apáticos e ambiciosos. Pelo contrário, nenhuma outra pessoa era tão competitiva e gostava de excelência quanto os gregos. A diferença é que, uma vez que não precisavam mais se preocupar com as necessidades básicas, canalizavam a maior parte de sua energia em competições de atletismo, criatividade e serviço público. Essas competições agonísticas de atividades não materiais enriquecem e reúnem a comunidade em vez de estabelecer "perdedores" para punição ".
https://economic-historian.com/2019/04/the-time-for-universal-basic-income-has-come/
Uma coisa que falta na citação acima é a questão da sociedade grega (pelo menos entre as famílias mais ricas) eram os escravos que faziam o trabalho quem não queriam fazer, e esse eh um dos principais motivos dos cidadãos terem tanto tempo sobrando. Mas eu volto a essa questão mais a frente.
Iluminismo e desenvolvimento do capitalismo ocidental.
A principal característica do desenvolvimento da sociedade capitalista após a Idade Média foi a emancipação dos camponeses. Note: onde eles emanciparam primeiro é onde a democracia e o capitalismo se desenvolveram primeiro e mais mais rápido.
E uma das principais características da emancipação dos camponeses na Europa Ocidental era o fato de poderem manter a terra para si onde sua família trabalha há gerações (e pertenciam antes a um proprietário feudal). As terras que antes tinham que ser protegida pelos seus proprietários e que por isso mantinham um exército privado, agora passa a ser protegido pela Nação-estado e seu exército/polícia, permitindo que pequenos e médios agricultores emancipados tivessem suas terras seguras. (Ver Origens do Totalitarismo por Hannah Arendt).
Na Europa Oriental, os camponeses não mantinham a terra para si mesmos e foram emancipados muito mais tarde; assim, a democracia e o capitalismo também se desenvolveram mais tarde e os antigos senhores feudais se tornaram os poderosos políticos no Estado-Nação. (O que eu suponho que tenha algumas semelhanças com o que aconteceu no Brasil).
A era colonial
É muito clara a diferença de desenvolvimento social, político e econômico entre os países onde a terra foi distribuída às famílias (como nos EUA, Austrália e no Canadá), comparado com onde enormes quantidades de terras foram dada a alguns amigos do Rei e ao restante da população (a maioria) eram trabalhadores sem terra própria (como nas colônias espanhola e portuguesa).
Hoje em dia
Regiões na América do Sul, onde houve certa distribuição de terras para a população no passado (especialmente para os pobres), são as regiões onde tendeu um melhor desenvolvimento político, social e econômico.
Adivinhe quais são as principais características de um declínio da sociedade? O que causou o declínio da sociedade grega, chinesa, romana e o que aparentemente está causando as crises sócio-político-econômico de hoje é a concentração de riqueza nas mãos de poucos, sem o acesso da população a tais. Basta olhar para a Idade Média, onde a população teve que trabalhar na terra de poderosos proprietários. Ou hoje nos países pobres e em desenvolvimento em que a maioria da população mal beira a classe média. E mesmo nos países desenvolvidos hoje em que os salários estão estagnados a aproximadamente 40 anos.
Eu falei antes que eu iria voltar a questão da escravidão que estava engrenada na característica social, cultural e econômica da Grécia e Roma. Ao meu ver, da mesma forma que a consolidação da doutrina do trabalho (ver a Ética protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber) foi uma as coisas mais importante para abolir a escravidão, eu suponho que a automação propicia a abolição da doutrina do trabalho, pq ambos nao tem como se desenvolverem juntos a não ser com pesados subsídios industriais e agrícolas junto com o dumping comercial para manter empregos, como acontece nos países desenvolvidos. Entao pq nao acabar com a doutrina do trabalho e parar de injetar dinheiro a empresas para produzirem além de uma demanda existente, o que faz com que governos tenham que criar demandas artificialmente com mais dinheiro a ser investido em projetos de especulação urbana desnecessária, além de dumping comercial que prejudica imensamente os países mais pobres, e simplesmente coloca esse dinheiro diretamente na mão dos cidadãos, para criar uma demanda real e uma produção real a uma demanda (o que muito provavelmente acabará ou amenizar as bolhas e crises econômicas que vem sendo tão frequente, e os conflitos entre nações para ganhar o mercado um do outro para dumping comercial.
"Fascinante como definimos independência como sendo fazer coisas para outra pessoa por dinheiro. Contanto que possamos encontrar alguém para nos pagar, somos auto-suficientes. Isso é na verdade uma dependência de outras pessoas. Todos dependemos de clientes de alguma forma. Clientes são os verdadeiros criadores de emprego e a Renda Universal os criaria.
Quando você trabalha por conta própria ou é dono de seu próprio negócio, o que vc se importa é os clientes e o que você não liga é a origem do dinheiro deles. Ninguém pergunta se seus clientes "trabalharam" pelo dinheiro antes de aceitá-lo. O que importa é que eles têm dinheiro para serem clientes. " Twitter @scottsatens
Eu penso que as pessoas com uma renda básica vai continuar trabalhando. Seja para ajudar a sua comunidade tal como foi por muito tempo a cultura americana, em que os cidadãos do bairro ajudam a reformar a escola, a igreja, a biblioteca e prezam pelo trabalho voluntário. E mesmo hoje, durante a quarentena, tem pais dando aulas as crianças de seus vizinhos no quintal, como forma de trabalho social voluntário, e essa eh a verdadeira raiz patriótica Americana que muitos brasileiros que batem continência a bandeira Americana não carregam como princípio, pq nos países em que o auto determinismo foi mais limitado à população pela falta de acesso à riqueza (terras), ser servido e não servir passou a ser o simbólico do sucesso.
Mas o que eu quero dizer com tudo isso, é que as pessoas tendo a opção de nao servir e escolher a quem servir, buscando as melhores condições de trabalho e sentido em seu trabalho, que passa a ser não o dinheiro para sobreviver mas sim ao trabalho procreativo social, empresas em geral terão que oferecer as melhores condições ou serão obrigadas a investir em automação o quanto possível. E eu vejo isso como positivo.
Portanto, dar dinheiro de graça, como era a terra no passado, é o que desenvolve uma sociedade com melhor cultura política, economia, melhor participação social e melhor capitalismo.
Eu nao ligo qual sistema econômico vivemos desde que o sistema consiga se adaptar a simbiose social e tecnológica, ao invés de estagnar tal sociedade por falta de capacidade adaptativa. Até mesmo pq todo sistema cai naturalmente quando não se adapta a sociedade que está sempre em constante transformação.
Eu penso que eh por isso mesmo mais e mais pessoas que defendem o capitalismo estão começando a defender a implementação da Renda básica Universal (veja o Andrew Jang por exemplo). Pq sabem que não podemos fingir que ainda estamos no século XX em um sistema estagnado que só causará decadência e colapso social. E penso que muita gente se torna conservadora com medo que tais mudancas levem a outro sistema (ou para ser mais espeficico, com medo e acresitando que mudancas irao levar ao socialismo/comunismo).
Observacao: Como sempre e mais uma vez, estou apresentando a minha perspectiva para obter as observações que possam corrigir ou agregar algo, para melhor entender as coisas e as pessoas. E como sempre eu sei que tem muita gente que ficará ofendida e estressada por discordar de algo. Então antes de responder no impulso emotivo com ad hominem e ofensas, talvez ganhem o conforto emocional do apoio de alguns, mas a mim e a discussão tais atitudes tóxicas apenas servem para empobrecer o ambiente e confirmar o despreparo em lidar com as próprias frustrações.
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2020.04.18 01:05 BrnNick Quero cuidar da minha namorada depressiva e não vejo alternativas legais em relação à isso.

Eu tenho 17 (18 esse ano) e namoro à distância uma menina de 15 (completos esse ano) que mora à cerca de 400km de mim, em outro estado. Ela mora com a mãe divorciada, com o padrasto e com a irmã mais nova e tem uma relação péssima com os familiares dela (autoritarismo total) e sofre deles: assédio verbal, abuso de poder familiar, obrigações domésticas (a mãe dela tira as coisas dela se ela não limpa a casa ou cuida da irmã) e total negligência com saúde.
A menina sempre foi diminuída dentro de casa, e depois que os pais se divorciaram e ela foi morar com a mãe as coisas só pioraram, na infância ela foi muito maltratada com castigos pesados, assédio verbal e tanto ignorância e desprezo que os traumas estão até hoje evidentes na personalidade dela, ela já tentou suicídio duas vezes na infância e a mãe agiu com total negligência, até zoando ela e falando que eu não deveria ter nascido.
Desde que começamos à namorar (cerca de 16 meses atrás) ela sempre ficou feliz com minha companhia e sempre que acontecia algo de errado na casa dela eu confortava ela dizendo que "já que seus pais não ligam pra você, eu vou casar contigo e te cuidar" e isso acalmou ela durante muito tempo. Eu juntei um dinheiro da metade do ano passado até Outubro e fui ver ela no mesmo mês ficando uns dias em um hotel, gastei uma grana enorme pra ficar uns 3 dias com ela mas valeu muito à pena, só que depois disso ela ficou sentindo muito minha falta e a situação dela começou a piorar por saber que vive naquele ambiente ruim e poderia viver comigo.
Desde outubro a depressão dela só cresce mais, os pais dela só tentam sabotar nossa situação e dificultar nosso contato (a mãe dela agora desliga o Wi-Fi e ameaça não deixar eu ir lá toda vez que fica descontente com algo pra chantagear a menina), eles proíbem a ideia de deixar ela casar comigo e de deixar ela viajar pra cá ao invés de eu viajar pra lá porque "é muito trabalho ficar indo assinar papel" e isso tem sido uma merda mas até dá pra aguentar.
O ponto principal e o pior de tudo é que minha namorada está numa fase de depressão onde eu não posso mais fazer nada, minha companhia parece não surtir efeito duradouro o suficiente e dia após dia eu ouço ela pela chamada de voz chorando até dormir e comentando sobre suicídio e os pais dela não dão a mínima, eu falo o tempo todo com eles sobre a situação dela e a urgência de um psicólogo e eles só respondem que "precisa ter paciência" e "ela precisa sair mais do quarto" com uma psicofobia nojenta, a negligência tá tanta que de fevereiro pra cá ela começou a ter diversos sintomas não convencionais no sistema urinário e reprodutor e a mãe dela continua negligenciando e falando que ela não precisa de médico "que isso é só frescura pra não limpar a casa" ou coisas do tipo.
Hoje eu falei com o pai dela pra ver se ele deixava eu e ela ficarmos uns dias na casa dele pra poder levar ela no hospital (eu fui ver ela em janeiro e gastei mais de mil reais em hotel, agora só tenho um pouco mais do que o dinheiro da passagem mas ela precisa ir urgentemente no psicólogo e no ginecologista e eu quero levar ela pelo menos na primeira consulta pra ela ter menos medo de ir sozinha) e ele disse que só podia ficar 5 dias, eu perguntei o porquê do número específico e ele falou "é o que dá" sem nenhuma justificativa lógica e esbanjando totalmente desvontade da gente ficar o mínimo de tempo juntos e eu sei que ele não tem obrigação de me dar estadia mas isso me deixou tão PUTO.
Não existe nada que eu possa fazer legalmente em relação à essa situação horrível? Eu sei que quando ela tiver 16 anos teoricamente posso entrar num processo pra casar com ela, mas sinceramente não tenho certeza se vai ficar tudo bem até lá. Eu só quero dar à pessoa que eu amo um lugar descente pra morar onde tratem ela como ser humano, com respeito, compreensão e dignidade e meu deus do céu, tá sendo quase impossível fazer qualquer coisa quando os progenitores não estão nem um pouco interessados em fazer o mesmo. Eu vou levar ela no psicólogo mesmo assim e vou fazer o possível pra cuidar dela mas eu acho impossível alguém ter a saúde mental plena vivendo perto de gente assim.
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2020.04.08 20:39 bogomiller Primo Rico - Até quando esse safado se sustenta?

Boa noite, meus caros.
Há pouco tempo comecei a brincar de investir. Me interessei pelo assunto e, creio que como muitos, fui pegando o que era mainstream. Entre eles o famoso Thiago Nigro, ou "Primo Rico". De início achei que os vídeos tinham algum conteúdo, mas depois de ver com afinco alguns dos materiais e acompanhar ele no Instagram, vi que parecia mais um coach de investimentos que alguém realmente determinado a ajudar o pessoal a investir na bolsa.
Além disso, me incomodava muito o fato dele sempre ter patrocínios por trás, isso vai obviamente enviesar a opinião do cara. Enfim, depois de um tempo parei de ver qualquer coisa dele, mas mesmo assim fiquei com aquela imagem de charlatão bom de lábia dele. Depois mais li a história da família "passando dificuldades" e ele oferecendo o nome para comprar um ap de R$500 pau em 2010.
Ontem me deparo com um monte de nego compartilhando a live dele. Fui dar uma olhada no que se tratava e nada mais era que uma "desafio de 21 dias". Basicamente o cara transformou a comunidade dele em uma seita. O pessoal para o dia para ouvir pesados ensinamentos como "não adianta sair do buraco, se o buraco não sair de você". Ou seja, o conteúdo é o mais imbecilizado possível e sem peso algum. Não existe dica de nada, nem passagem de conhecimento algum com ele. É tudo raso e simples.
Mas a cereja do bolo veio depois: desde o início da live ele estava na competição para atingir os 200 mil views ao vivo. O prêmio para os seguidores seria a revelação de algo "secreto". Pois bem, ao atingir a meta, ele anunciou que estaria liberando seu livro GRATUITAMENTE e quem quisesse comprar pagaria somente o frete dele. Quando o pessoal que tentou comprar era encaminhado para a tela do carrinho, aparecia o valor de R$19, independentemente do lugar que você vivesse. Ao fim da compra, você era agraciado com a entrega de um livro dele no formato e-book. Ou seja, não havia livro físico, somente um .pdf com o valor de R$19. Ou seja, PILANTRAGEM pura e clara.
Isso me levou a refletir um pouco e ver que aproveitadores estão usando dessa fome do povo em ficar rico fácil e rapidamente, vendendo groselha e abobrinha com a promessa de você virar milionário, se aposentar com 30 anos e viver de renda pelo resto da vida. Creio que isso vai de encontro com a mentalidade da maioria do nosso povo de que basta você se esforçar para conseguir qualquer coisa e nossa falta de cultura, educação e discernimento para saber estudar, ler e pensar por conta própria. O pessoal em sua maioria, acha que sentar e ver a live do cara anotando seus pitacos de sabedoria levará qualquer um à fonte inesgotável e exígua de conhecimento pleno e sabedoria financeira.
Além disso, e aqui é uma percepção extremamente delicada, é de que tem gente graúda financiando esse cara por trás. Municiam ele com dinheiro para criar a ideia de que é simples e fácil ganhar dinheiro na bolsa, que é só colocar ali e dar risada. Enquanto isso, corretoras que apoiam ele viram uma máquina de fazer dinheiro cobrando taxas de corretagens altíssimas, empresas ganham grana com esse mar de CPF na bolsa e ninguém é penalizado já que "a bolsa é assim mesmo, o mercado é volátil e pode subir ou descer a qualquer momento".
Outra coisa que percebi é o círculo de influenciadores que existe. Um chama o outro, um indica o outro, as recomendações se fecham e nunca saem daquele mundo ali. Não há indicações de fontes qualificadas e técnicas fora daquele meio.
Enfim, desculpem o monte de bobageira, mas fico pistola da vida em ver cara assim lucrando em cima de gente pouco instruída. Além disso, pode levar muita gente à bancarrota pensando em sacrificar economias e valores que não serão facilmente recuperáveis no curto prazo. No mais, só queria vomitar meu ódio aqui mesmo.
P.S.: outro fato legal: no fim do ano ele se propôs a perder peso. Esses dias lançou um vídeo ensinando como fazer. Em resumo, o plano dele contava com médico, nutricionista, personal trainer, fisioterapeuta, empresa de fazer marmita e tudo mais. E ele se vangloriando de ter bolado essa "ESTRATÉGIA" dificílima para poder emagrecer. PIADA.
Edit: soube que o maluco lucrou mais de R$700 barão so de Adsense no YouTube no ano passado produzindo aqueles “conteúdos” todos lá. Enquanto isso o Damodaran tem menos de 5k views em cada AULA que ele dá.
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2020.03.30 15:37 SamuraiBrz COVID-19: stress, ansiedade e incertezas

Meu post não é um desabafo, mas uma tentativa de dar uma resposta mais organizada e completa em relação a dicas que eu tenho passado aqui para várias pessoas. Espero que não tenha problema.
TLDR: Dicas baseadas na minha experiência sobre como lidar com o lado psicológico dessa crise, incluindo coisas como meditação que eu sempre recomendo aqui.
Link pra quem quiser acessar no site (acabei de criar pra facilitar o uso futuro do texto, espero que esteja funcionando): https://sites.google.com/fco.net.barquivo-de-pensamentos/in%C3%ADcio
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Minhas dicas de como lidar com stress e ansiedade
A crise atual do coronavírus (COVID-19) já está afetando o estado emocional e mental de muita gente, e a situação deve ainda permanecer preocupante por um tempo.

Por conta disso, resolvi compartilhar um pouco da minha experiência em relação ao combate a stress e ansiedade, na esperança de que minha experiência possa ajudar outras pessoas. Minha vida foi marcada por vários momentos estressantes, incluindo uma longa carreira em finanças, um período de crise pessoal em que realmente quase morri, e atualmente fazendo o doutorado nos EUA (que recentemente se tornou o país com maior número de casos da doença). Isso fez que que ao longo da minha vida, eu desenvolvesse maneiras de lidar com stress, ansiedade, entre outras coisas.

Meu foco vai ser em versões mais simples e básicas daquilo que eu faço. Todos esses itens podem ser ampliados e melhorados ao longo do tempo, mas o objetivo maior é ajudar quem está começando.

1 - Meditação.

Meu caminho para a meditação não foi muito tradicional, então minhas dicas podem ser um pouco diferentes. Na época que eu comecei, a internet ainda estava começando, não existia muita informação facilmente disponível ou aplicativos pra isso.

1.a) Comece pela respiração.

Em uma posição qualquer que considere confortável, respire fundo. Procure respirar lentamente, absorvendo o máximo de ar que conseguir, e depois soltando o máximo de ar que puder.

Apesar de respirarmos o tempo inteiro, o estilo de vida moderno faz com que na maior parte do tempo a gente respire de maneira muito superficial. A gente não está acostumado a realmente respirar de maneira a dar mais oxigênio para o corpo. A exceção é quando fazemos exercício, mas aí respiramos mais forte porque o corpo está pedindo muito mais ar mesmo.

Respirar profundamente ajuda a dar mais condições para a mente e o corpo fazerem seu trabalho direito.

Respirar é fácil, todo mundo faz, então é um jeito bom de iniciar. Eu vejo muita gente preocupada sobre como começar a meditar, qual seria o jeito certo, e isso acaba aumentando o stress ao invés de ajudar. Mas respirar fundo não tem muito o que errar.

1.b) Encontre um ponto de foco.

Meditação está relacionada a desenvolver foco e concentração. Isso pode levar um tempo, até porque não estamos mais acostumados a parar pra prestar atenção em algo. Tudo bem se não conseguir. Perder o foco e tentar recuperar o foco é parte natural do processo.

Para ajudar no foco, as pessoas podem encontrar algo para se concentrarem durante a meditação. Isso varia muito de cada pessoa, então às vezes tem que tentar algumas coisas diferentes pra ver o que funciona pra você.

Algumas possibilidades:

Foco no movimento. Apesar da imagem da meditação ser algo feito com a pessoa sentada e parada, isso não precisa ser assim. Para algumas pessoas, o movimento ajuda na concentração. O pessoal que faz yoga e tai-chi, por exemplo, usa muito isso. Mas os movimentos malucos de yoga assustam quem está começando, e não precisa ser assim. Você pode usar movimentos simples. Alguns exemplos são o movimento de abrir e fechar a mão, o movimento de girar o pescoço, o movimento de contar com os dedos, entre outros. Escolha um movimento ou uma combinação de movimentos, e preste atenção em como o corpo reage e realiza os movimentos. Fechar os olhos costuma ajudar nesse processo.

Foco na fala. Outra prática comum é falar durante a meditação. Não precisa ser necessariamente falar, pode ser apenas fazer o som de "hhhmmmmmm". Outras possibilidades são mantras e orações. O que importa é que seja algo que facilite sua concentração.

Foco na escuta. Muita gente usa sons para meditar. Isso pode incluir sons suaves (ASMR se tornou uma tendência), sons naturais do ambiente em que você está, ou música. De novo, o importante é ver o que facilita a concentração. Tem gente que se dá muito bem com músicas calmas, e tem gente que odeia, por exemplo, e medita até melhor com um heavy metal.

Foco visual. Já outras pessoas conseguem se focar melhor quando elas olham para alguma coisa. Isso é muito usado na hipnose, por exemplo, quando se pede pra pessoa se concentrar em um relógio, em um pêndulo, ou um disco hipnótico. Fotos também funcionam bem, especialmente fotos que passam uma sensação que lhe agrada.

1.c) Indo além.

O que eu escrevi nos itens (a) e (b) devem ser o suficiente pra quem está começando melhorar bastante o estado mental. Eu não quero ir muito longe aqui, mas também acho bom deixar um espaço pra se pensar, caso a pessoa decida levar a prática para a vida toda (o que eu recomendo, me ajudou demais ao longo da minha vida).

O que eu passei até agora seria basicamente oxigenar o cérebro e o corpo, e se focar em algo. Isso tem como consequência principal limpar a mente, e deixar ela em um estado mais calmo. Muita gente costuma dizer que seria "esvaziar a mente", mas isso seria algo meio enganoso porque não é realmente deixar a mente vazia, é deixar ela mais limpa.

É como se a mente fosse um computador ou um smartphone, que com o tempo fica acumulando muita coisa ruim e inútil, e daí de vez em quando é bom dar uma limpada.

Técnicas mais avançadas podem ir além disso. Ao invés de apenas limpar o computador da mente, podem "atualizar" o sistema operacional, e podem "desinstalar e instalar os programas", mudando a forma da pessoa pensar, agir e perceber o mundo.

Outra coisa é que as dicas que eu dei podem levar um bom tempo. Ficar respirando fundo, se deixar levar por uma música, esse tipo de coisa pode exigir um bom tempo até conseguir manter o foco. Ainda mais se a pessoa não tem experiência e está com muito stress acumulado. Para muitas pessoas, pode ser a primeira vez que elas se sentem calmas em muito, muito tempo, então é natural continuar nesse estado de transe por um tempo.

Técnicas mais avançadas também podem acelerar esse processo. O que pode ser útil naquelas fases da vida em que a gente não tem tempo pra nada.

2 - Arte.

Como diz o velho ditado, quem canta os males espanta.

As artes de maneira geral podem ter uma série de benefícios na saúde mental, como aliviar o stress, melhorar o autoconhecimento, aumentar a capacidade criativa, organizar os pensamentos.

A não ser que a pessoa já seja artista, a maioria das pessoas não está mais acostumada a ativar as partes do cérebro correspondentes a isso. Antigamente, era mais parte da tradição social alguma forma de arte, com pessoas desenhando, cantando, dançando, contando histórias, tirando fotos, etc. Isso se perdeu um pouco, e com isso também se perdeu uma maneira de melhorar a saúde mental.

Um dos maiores obstáculos quando eu recomendo a prática da arte pra alguém é que a pessoa se diz incompetente de mais. Que ela não sabe cantar, que ela desenha muito mal, etc.

Só que lembre-se que o objetivo aqui não é fazer de ninguém um artista profissional. É usar a arte como forma de aliviar o stress e a ansiedade. Não interessa que o desenho seja bom ou ruim. O desenho pode ser péssimo, mas pelo menos pode servir como uma válvula de escape, uma maneira de pessoa organizar e canalizar as suas emoções de maneira mais positiva (ao invés de sair comendo tudo que vê pela frente, ou descontar nos outros).

Além disso, hoje em dia a tecnologia ajuda muito. Com o que existe hoje em dia de programas, aplicativos e equipamentos, dá pra fazer música sem entender muito de música, desenhar sem saber muito de desenho, e por aí vai. Tem até jogo de PS4 pra quem quer criar seu próprio jogo de vídeo-game sem ser profissional (Dreams).

Por exemplo, depois de décadas, eu voltei a escrever histórias em quadrinhos. Eu gosto de escrever, mas não sou bom o suficiente no desenho. Só que agora existem programas que ajudam nisso.

3 - Atividade física.

Como dizem, mente sã em corpo são. É difícil a mente estar bem, sem o corpo estar bem. Uma coisa está ligada à outra.

Eu nunca fui fã de exercícios físicos, academia, esse tipo de coisa. Mas também não precisa ser rato de academia pra atividade física ajudar a lidar com estresse.

Essa é a parte que eu menos posso ajudar, mas está cheio de material na internet, vídeo no YouTube, etc. Até pra quem é preguiçoso, dá pra fazer alguma atividade física até sentado no sofá assistindo Netflix.

4 - Vida social.

Com o pessoal fechado em casa, essa é uma parte que tem pesado muito na saúde mental. Até pra quem está na cadeia, a solitária é uma das punições mais severas, por conta do distanciamento social.

Só que eu acho que tem uma coisa importante a se lembrar. O que está acontecendo agora é principalmente um distanciamento físico. Ou seja, isso não significa que a gente tem que se tornar distante em termos de comunicação, ou em termos emocionais, por exemplo.

Em termos físicos, eu estou milhares de quilômetros distante de quase todo mundo que eu conheço. Isso não significa que eu tenha que perder a conexão com as pessoas. A situação atual tem se revelado até uma forma de aumentar a conexão. Pessoas que estavam mais distantes se aproximaram, conversei com gente que eu não falava fazia anos, e assim por diante.

Muita gente tem afastado outras pessoas nas redes sociais, que se tornaram muito mais um ambiente negativo. Mas isso não precisa ser assim.

Vou aproveitar o exemplo de um amigo meu, que se mudou pro Canadá. Esses dias eu vi ele falando que estava pensando em fazer um jogo de D&D online. Esse tipo de conexão social ainda existe, o tal distanciamento social do coronavírus não impede nada disso.

E, no caso das famílias, que mantém a proximidade física, também dá pra buscar maneiras positivas de lidar com isso. As dicas que eu dei de meditação, arte, e atividades físicas, por exemplo, podem muito bem se tornarem coisas pra família. Antes dessa situação toda acontecer, uma vez eu fiz uma sessão de meditação junto com a minha mãe e minha fílha. Também comprei argila pro pessoal fazer esculturas.

Então, claro que a crise existe, que vários problemas estão acontecendo e vão acontecer. Mas, quanto mais fortes estivermos mentalmente, mais podemos enfrentar e superar. Eu tenho um amigo que é muito diferente de mim, e uma vez a gente estava conversando sobre como a nossa amizade se desenvolveu e ficou tão forte. E a gente falou que parte da razão foi ver que, nos períodos difíceis, a amizade nunca se abalou e saiu até mais forte. Então, eu acho que muitas relações também podem sair fortalecidas, mesmo em uma situação de distanciamento social, se a gente souber lidar com isso.
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2020.03.06 03:56 altovaliriano A glorificação da guerra e o sonho de Dunk

Em uma “segunda de SSM”, eu tratei sobre uma entrevista que o jornal britânico The Guardian fez com Martin. No final do artigo, o jornalista relata que perguntou a Martin qual era sua cena favorita nos livros e recebeu uma resposta inesperada:
Com isso em mente, ele tem uma cena favorita em que sentiu a escrita realmente acertou em cheio? Eu perguntei plenamente esperando que ele mencionaria um dos momentos mais famosos, como o Casamento Vermelho, por exemplo, ou a morte chocante de Ned Stark no primeiro livro.
Houve uma longa pausa antes que a resposta surpreendente chegasse. “Lembro que houve um discurso que um septão [a versão westerosi de um padre] faz a Brienne sobre homens quebrados e como eles se quebram. Eu sempre fiquei muito satisfeito em ter escrito aquilo”.
O discurso em questão é um pesado e longo monólogo do Septão Meribald dá em O Festim dos Corvos, no 5º capítulo de Brienne. Podrick pergunta se desertores e foras-da-lei de equivalem e Brienne responde laconicamente, mas Septão Meribald dá um resposta longa sobre como os desertores são o resultado da destruição que a guerra dos nobres causa na vida dos plebeus.
A quem conhece um pouco do pensamento de GRRM, a resposta ao jornalista apenas parece refletir sua posição pessoal anti-guerra que permeia toda sua obra, desde a primeira história que vendeu profissionalmente, “O Herói”. Em As Crônicas de Gelo e Fogo, o autor expõe o tempo todo as consequências catastróficas da guerra, tanto para o lado vitorioso quanto para o perdedor.
Inclusive, existe um longo e excelente texto escrito por um expert em armas nucleares que demonstra como Martin se inspirou nestes dispositivos de destruição em massa para criar os dragões de seu mundo e todo o jogo político ao redor de quem vai dominá-los. O fato de alguém conseguir puxar tantos paralelos entre armas nucleares e dragões dá uma pista do tom antiguerra de ASOIAF, além de mostrar o quanto ser baby-boomer influencia na visão de mundo de GRRM.
Como era natural de se esperar, os contos de Dunk e Egg não escapam a este tipo de abordagem. Porém, aqui Martin preferiu manifestar o tema de forma onírica.
Em um recente tópico aqui no valiria, eu tentei explorar as razões que fizeram com que GRRM nos contasse sobre a viagem de Dunk e Egg à Dorne, quando ele parece ter mudado de ideia sobre qual seria o enredo da história sucessora de O Cavaleiro Andante.
Dentre várias razões que apontei para a manutenção da jornada dornesa nos flashbacks de Dunk, eu especulei que a história da morte de Castanha serve como mote para o sonho de Dunk, pois essa história revela como inocentes podem morrer por decisões estúpidas de seus senhores. Mas eu gostaria de acrescentar que inocentes e votos de cavaleiro também morrem quando cavaleiros põem o cumprimento dos deveres para com seus senhores acima de proteger os fracos.
Este é o sentido do sonho de Dunk, emanado do sentimento anti-guerra de Martin, conforme analisarei a seguir.

Um cavaleiro antes de uma espada juramentada

De fato, desde o primeiro treinamento dos plebeus que obedeceram ao chamado de Sor Eustace para a guerra contra a Rohanne fica claro que eles não teriam qualquer chance contra os cavaleiros da viúva.
Quando Dunk afirma que a necessidade de mandar todos a morte por um disputa tão pequena é uma escolha que não cabe a eles, Egg responde com uma alegoria à lição de Sor Arlan, de não dar nomes a cavalos para evitar sofrer quando eles morrem:
– Isso não é você nem sou eu quem vai dizer – Dunk respondeu. – É dever de todos eles ir para a guerra quando Sor Eustace os convoca... e morrer, se necessário.
– Então não devíamos ter dado nomes para eles, sor. Isso só vai tornar a dor mais difícil para nós quando morrerem.
(A Espada Juramentada)
De fato, é incrível a quantidade de parágrafos que GRRM leva descrevendo o processo de “batismo” dos camponeses que tinham nomes iguais. A princípio, eu não entendi porque Martin achou que isso era importante, até que eu comecei a decodificar o sonho de Dunk.
Essencialmente, o que aconteceu com Castanha nas areias de Dorne é o mesmo que está acontecendo em Pousoveloz antes de Dunk começar a pensar em uma saída pacífica para o impasse entre Osgrey e Webber. O sonho é a forma como Dunk, um homem de lealdade inquestionável e raciocínio lento, começa a perceber as consequências da obediência cega que tem prestado a Sor Eustace.

O Prólogo de um sonho

Antes de passarmos à análise do sonho, um pequeno parágrafo precisa ser examinado. Quando Dunk se deita para dormir, ele lembra dos eventos do torneio de Vaufreixo, especialmente das tragédias que ocorreram naquele dia:
Supostamente, estrelas cadentes traziam boa sorte, então ele pediu para Tanselle pintar uma em seu escudo. Mas Vaufreixo trouxera tudo menos sorte para ele. Antes que o torneio acabasse, ele quase perdera uma mão e um pé, e três bons homens perderam a vida. Ganhei um escudeiro, no entanto. Egg estava comigo quando deixei Vaufreixo. E essa foi a única coisa boa de tudo o que aconteceu.
Esperava que nenhuma estrela caísse naquela noite.
(A Espada Juramentada)
Estes pensamentos antes do sonho provavelmente é o que desperta a memória de Dunk e faz com que Baelor e Valarr surjam em seu sonho. Contudo, Dunk cita que três pessoas morreram naquele dia, mas Valarr não era era uma delas.
Essa distinção é importante para entendermos como o subconsciente de Dunk parece estar funcionando durante o sonho. Como veremos a seguir.

Decodificando

Vamos analisar o sonho na íntegra.
Havia montanhas vermelhas a distância e areias brancas sob seus pés. Dunk estava cavando, enfiando uma pá no solo seco e quente e jogando a fina areia branca por sobre os ombros. Estava fazendo um buraco. Um túmulo, pensou, um túmulo para a esperança. Um trio de cavaleiros dorneses estava parado observando e zombando dele em voz baixa. Mais além, comerciantes esperavam com suas mulas, carroças e trenós de areia. Queriam ir embora, mas não partiriam até que ele enterrasse Castanha. Ele não deixaria seu velho amigo para as cobras, escorpiões e cães da areia.
Aqui Martin estabelece a cena, mas eu quero comentar especificamente as partes em negrito.
Aqueles que lembrarem do que realmente aconteceu no enterro de Castanha, devem desde já estranhar os comerciantes esperando Dunk enterrar o cavalo.
Eu não entendi a parte do túmulo à esperança quando li a primeira vez. Mas agora que sabemos que Castanha está sendo usada como alegoria às vítimas das guerras caprichosas dos nobres e à lealdade cega de seus cavaleiros, seu significado fica evidente.
Dunk está pessoalmente cavando um túmulo para os mais fracos, as pessoas que um cavaleiro jura proteger. As pessoas que viram valor nele quando ele enfrentou Aerion por Tanselle. E ao virar as costas para elas, Dunk se torna um cavaleiro hipócrita, como os demais.
Quanto aos três cavaleiros dorneses, a seguir veremos que eles não são os cavaleiros dorneses que estavam com Dunk, mas Sor Arlan, Baelor Quebralanças e Valarr. Martin preferiu apresenta-los aos poucos durante o sonho, por isso suas identidades não são reveladas nesse momento.
Por outro lado, quem lembrar dos detalhes do enterro de Castanha, saberá que não foi assim que os cavaleiros dorneses se portaram.
O castrado morrera de sede, na longa travessia entre o Passo do Príncipe e Vaith, com Egg em suas costas. Suas patas dianteiras pareciam ter se dobrado sob ele e o cavalo ajoelhou, rolou de lado e morreu. Sua carcaça estava ao lado do buraco. Já estava dura. Logo começaria a feder.
Esta realmente parece ter sido a forma como Castanha morreu. Mesmo que valha a pena debater se Martin não está criando um paralelo entre a sede que matou o cavalo e a seca que levaria a morte dos plebeus, me parece que essa parte só está aí para estabelecer o pano de fundo do acontecimento.
Dunk chorava enquanto cavava, para diversão dos cavaleiros dorneses.
Água é preciosa para se desperdiçar – um deles disse. – Não devia desperdiçá-la, sor.
O outro riu e disse:
– Por que está chorando? Era só um cavalo, e bem feio.
Castanha, Dunk pensou enquanto cavava, o nome dele era Castanha, e ele me levou nas costas por anos e nunca empacou ou mordeu. O velho castrado parecia uma coisa lamentável ao lado dos corcéis de areia lustrosos que os dorneses cavalgavam, com suas cabeças elegantes, pescoços longos e crinas se agitando, mas Castanha dera tudo o que podia dar.
É notável perceber que dois dos “cavaleiros” dão mais valor a água do que a Castanha, assim como Eustace (e Rohanne) do que a vida dos plebeus. Contudo, estes “cavaleiros” montam cavalos melhores do que um velho castrado, indicando que eles são de uma estirpe acima da pequena nobreza (como veremos a seguir).
– Chorando por um castrado de costas arqueadas? – Sor Arlan disse, em sua voz de velho. – Ora, rapaz, você nunca chorou por mim, que o colocou sobre as costas dele. – Deu uma risadinha, para mostrar que não queria causar mal com a censura. – Esse é Dunk, o pateta, cabeça-dura como uma muralha de castelo.
– Ele não derrubou lágrimas por mim tampouco – disse Baelor Quebra-Lança, do túmulo. – Embora eu fosse seu príncipe, a esperança de Westeros. Os deuses nunca pretenderam que eu morresse tão jovem.
– Meu pai tinha só trinta e nove anos – lembrou o Príncipe Valarr. – Tinha tudo para ser um grande rei, o maior desde Aegon, o Dragão. – Olhou para Dunk com frios olhos azuis. – Por que os deuses o levariam e deixariam você? – O Jovem Príncipe tinha o cabelo castanho-claro do pai, mas uma mecha loura-prateada o atravessava.
Vocês estão mortos, Dunk queria gritar, vocês três estão mortos, por que não me deixam em paz? Sor Arlan morrera de um resfriado, o Príncipe Baelor, de um golpe dado pelo irmão durante o julgamento de sete de Dunk, e seu filho Valarr, durante a Grande Praga daPrimavera. Não tenho culpa por esse. Estávamos em Dorne, nem mesmo ficamos sabendo.
Sor Arlan é o terceiro cavaleiro, mas o primeiro que vimos ser revelado. Depois, Baelor e, por fim, Valarr. Isso ocorre porque foi nesta ordem que eles morreram, e é a ordem inversa de suas idades.
Enquanto a fala de Valarr é uma repetição quase idêntica do último diálogo entre Dunk e o príncipe (até mesmo as descrições), as falas de Sor Arlan e Baelor se concentram no fato de que Dunk não havia chorado a morte deles, mas agora chorava a morte de um cavalo.
A razão para isso é porque Dunk não foi responsável pelas mortes de nenhum dos três, nem mesmo a de Baelor Quebralanças (ao menos não totalmente). Mas ele foi responsável pela morte de Castanha.
No caso de Valarr, o próprio Dunk não vê culpa sua.
Sor Arlan morreu de um resfriado e os pensamentos de Dunk foram de que “ele teve uma vida longa” e “Devia estar mais perto dos sessenta do que dos cinquenta anos, e quantos homens podem dizer isso? Pelo menos vivera para ver outra primavera” (O Cavaleiro Andante). Portanto, salvo por sentimentalismo, Dunk não havia porque achar que tinha culpa na morte do velho.
Já o Príncipe Baelor entrou no Julgamento dos Setes por conta própria, sem que Dunk sequer cogitasse convidá-lo e para a total surpresa dos Targaryen na equipe dos acusadores. Então, objetivamente não há culpa real de Dunk. Ele não tinha uma escolha real.
Entretanto, mesmo que Dunk sinta-se a culpado, ele sabe que só poderia ser responsável por uma parcela. De fato, como o próprio cavaleiro admite, ele divide o fardo com Maekar: “Você o acertou com a maça, senhor, mas foi por mim que o Príncipe Baelor morreu. Então eu o matei tanto quanto o senhor” (O Cavaleiro Andante).
Contudo, Castanha morreu exclusivamente porque Dunk estava caprichosamente correndo atrás de uma mulher em uma das regiões mais inóspitas dos Sete Reinos.
– Você é louco – o velho disse para ele. – Não vamos cavar nenhum buraco para você quando se matar com essa tolice. Nas areias profundas, um homem deve estocar sua água.
Vá embora, Sor Duncan – Valarr disse. – Vá embora.
A mensagem aqui é bem direta: sacrificar os plebeus em nome do dever como espada juramentada era teimosia inútil, uma “guerra estúpida” como alegara Egg, pois ninguém realmente ligaria se ele morresse ou vivesse.
Egg o ajudava a cavar. O garoto não tinha pá, só as mãos, e a areia voltava para o túmulo tão rápido quanto eles a tiravam. Era como tentar cavar um buraco no mar. Tenho que continuar cavando, Dunk disse a si mesmo, embora suas costas e ombros doessem com o esforço. Tenho que enterrá-lo profundo o bastante para que os cães de areia não o encontrem. Tenho que...
– ... morrer? – perguntou Grande Rob, o simplório, do fundo do túmulo. Deitado ali, tão quieto e frio, com uma ferida vermelha irregular escancarando sua barriga, ele não parecia tão grande.
Dunk parou e o encarou.
– Você não está morto. Você está dormindo no porão. – Olhou para Sor Arlan, em busca de ajuda. – Diga para ele, sor – pediu. – Diga para ele sair do túmulo.
A primeira menção a Egg no sonho é como ajudante de Dunk na missão inútil, o que reflete a última discussão que teve com o escudeiro, na qual conseguiu sua obediência na base da rispidez.
Porém, no meio da tarefa, há a primeira indicação clara de que o ocorrido com Castanha serve de alegoria à situação atual, na qual Dunk está colocando inocentes em perigo ao convoca-los, treiná-los e ficar em negação sobre suas chances.
Até mesmo Sor Bennis, o Marrom, está mais desperto para isto do que Dunk. É claro que o cavaleiro marrom não queria mais trabalho, porém suas atitudes estavam mais voltadas a evitar um banho de sangue do que as tomadas por Dunk.
Com efeito, o cavaleiro não só era contrário a levar a notícia da represa a Sor Eustace, como também não se enganava quanto às chances dos camponeses que estava treinando.
Dunk estava em tamanha negação, que mesmo ao ver Grande Rob mortalmente ferido no buraco em que estava cavando, virtualmente perguntando a Dunk “Tenho que morrer?”, o cavaleiro ainda pediu auxílio a Sor Arlan, seu carinhoso mentor, aquele que lhe ensinou sobre os deveres de uma espada juramentada, que atestasse que nada de errado estava ocorrendo.
Só que não era Sor Arlan de Centarbor que estava parado perto dele, mas Sor Bennis do Escudo Marrom. O cavaleiro marrom só gargalhou.
– Dunk, pateta – disse –, destripar é algo lento, certamente. Mas nunca conheci um homem que viveu com as entranhas penduradas. – Uma espuma vermelha borbulhou em seus lábios. Ele se virou e cuspiu, e as areias brancas beberam tudo.
Buco estava parado atrás dele com uma flecha no olho, chorando lentas lágrimas vermelhas. E lá estava Wat Molhado também, a cabeça cortada quase na metade, com o velho Lem e Pate olho-vermelho e todo o resto. Todos tinham mastigado folhamarga com Bennis, Dunk pensou de início, mas então percebeu que era sangue escorrendo por suas bocas. Mortos, pensou, todos mortos, e o cavaleiro marrom zurrava.
– Sim, melhor se manter ocupado. Tem mais covas para cavar, pateta. Oito para eles, uma para mim, uma para o velho Sor Inútil e a última para seu garoto careca.
Porém, no lugar de Sor Arlan estava Sor Bennis. Isto é o sinal de que não havia lição de honra a ser aprendida, só a realidade nua e crua finalmente se mostrando a Dunk.
Todos morreriam na guerra e tudo seria absorvido e justificado por ela. Até mesmo pessoas que Dunk julgava estarem fora do alcance do conflito, como Egg.
A pá escorregou das mãos de Dunk.
– Egg – gritou –, fuja! Temos que fugir! – Mas as areias escorregavam sob seus pés. Quando o garoto tentou se precipitar para fora do buraco, tudo desmoronou. Dunk viu as areias cobrirem Egg, enterrando-o enquanto ele abria a boca para gritar. Tentou abrir caminho até o escudeiro, mas as areias erguiam-se por todos os lados, puxando-o para o túmulo, enchendo sua boca, seu nariz, seus olhos...
Apesar da alegoria, o sonho aqui mostra bem claramente que a indolência de Dunk levaria todos para dentro do túmulo que Dunk estava escavando para aqueles que morreram porque ele fechou os olhos.
A mensagem anti-guerra que parece estar subjacente aqui é a de que o cumprimento cego do dever não absolve ninguém da responsabilidade pelos mortos, e o conflito atinge a todos indiscriminadamente. E as consequências nefastas da guerra estão por todo nas terras Osgrey. Seja nas vilas ou nas amoreiras.

O epílogo de um sonho

Para finalizar, é preciso analisar o que realmente aconteceu durante o enterro de Castanha.
A primeira coisa a entender é que Dunk não chorou e não houve enterro nenhum:
Nunca chorei. Posso ter tido vontade, mas nunca chorei. Ele tentara enterrar o cavalo também, mas os dorneses não esperaram.
Porém, a lição que Dunk ouviu de um dos cavaleiros dorneses era relativa ao ciclo da vida e a aceitação de que os animais carniceiros que viriam cear da carne de Castanha estavam protegendo a sua própria prole:
– Cães de areia precisam alimentar seus filhotes – um dos cavaleiros dorneses dissera para ele enquanto o ajudava a tirar a sela e os arreios do castrado. – A carne dele vai alimentar os cães ou as areias. Em um ano, seus ossos estarão totalmente limpos. Isso é Dorne, meu amigo.
A partir desta mensagem é que Dunk, já acordado, faz uma nova reflexão sobre as eventuais mortes dos plebeus. Porém, nem mesmo nesta nova meditação Dunk é capaz de achar significado algum para que os novos soldados de Osgrey percam suas vidas:
Ao lembrar-se daquilo, Dunk não pôde deixar de se perguntar quem se alimentaria das carnes de Wat, Wat e Wat. Talvez haja peixes xadrezes no Riacho Xadrez.
Encerrada a questão no plano onírico e no plano racional, não surpreende que Dunk tenha, logo depois do treinamento, perguntando a Sor Osgrey por uma alternativa.
Uma espada juramentada deve serviço e obediência ao seu suserano, mas isso é loucura.

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2020.02.02 07:02 Error_Wolf47 Eu me odeio... Fazer o quê?

Bem, eu não faço idéia do porquê que eu estou aqui, criei uma conta só porque eu vi uma postagem... whatever... Ultimamente tenho tido umas crises, eu não sei se é Depressão, ansiedade ou frescura — provavelmente a terceira opção. — mas, eu quase não estou conseguindo fazer nada. Eu sou estudante, e estou de férias porém, como qualquer filho responsável e obediente, faço as tarefas de casa e ajudo minha mãe e meu pai com o que precisam; mas acho melhor começar do começo... Não quero revelar minha idade, sou adolescente e estou cursando o ensino médio, sou levemente introvertido porém, me coloque em um grupo que me identifico e quero toda a atenção do mundo enquanto eu falo. Se eu utilizar o verdadeiro significado da palavra "amigo", companheiro que vai sempre tentar me ajudar nos momentos difíceis, eu não tenho nenhum mas, é claro que tenho vários colegas na qual converso e jogo jogos eletrônicos via internet juntos. Acontece que, como eu falei antes que não tenho muitos amigos, eu não tenho praticamente empatia nenhuma por ninguém, eu não consigo me colocar no lugar da outra pessoa. Pra mim, um conselho amigável e um xingamento forte não são de calibres tão distantes. Okay, acabei me distanciando do assunto... Eu sou muito bipolar, o que torna essa característica um pouco mais relevante, já que não me seguro quando estou bravo e, quando estou calmo ainda pareço grosso. Eu não tenho culpa disso, eu simplesmente penso comigo mesmo: "Como assim? Eu não entendo! Eu não falei nada errado." Coisa que para outra pessoa seria bem pesado, assim como piadas de humor negro que eu faço. Eu me sinto extremamente culpado por isso, eu tento mudar, já fiz várias "experiências" para melhorar — com experiências, quero dizer: conversar com pessoas na internet de diversas maneiras diferentes para ver qual é a menos grosseira. — Motivo número um explicado, agora falta o resto... Eu sou um pouco inteligente, até demais. Em alguns testes de QI, tipo, uns dez, todos deram acima de 140, sendo este o menor valor e 155 o maior. "São testes de internet, não relatam coisas reais." Sim, foi a pior forma de começar o parágrafo. A escola é o ambiente que eu mais gosto e odeio. Porque eu mais gosto? Estudo, as aulas. Porque eu mais odeio? Social, os colegas. Well, eu sou bom em matemática, tanto é que eu tirei, literalmente, doze notas 10 seguidas, sendo três para cada bimestre. Eu também gosto de ciências, agora como física e química, amo do mesmo jeito, e línguas. Eu aprendo extremamente rápido, depois de prestar na explicações dos professores e realizar as atividades eu já tenho decorado para o resto do ano aquele conteúdo específico. Uma prova é que eu estou escrevendo naturalmente esse texto, não estou forçando. Até aí, okay. Família legal, convívio mais ou menos, aluno exemplar. Não. Eu odeio ser inteligente. Eu odeio ser eu mesmo. Eu odeio a mim com todas as minhas forças. Sério, se fosse só isso tudo bem, um psicólogo ou menos já ia resolver — mas o retardado aqui tá escrevendo isso e nem procurou um médico! — mas, tem que ter a cereja do bolo. Como se não bastasse o ambiente que eu mais gosto ser tedioso: esperar a próxima atividade, ajudar o colega, terminar por primeiro a prova; eu não consigo conviver comigo mesmo. Eu tento controlar meus impulsos mas, não consigo, dou um corte seco, ofendo alguém. Porém, deixa eu voltar para o assunto escola. Eu não faço esforço pra nada, fico jogando Battle Royale no meu PS4 em casa o bimestre inteiro, durmo tarde e acordo cedo, fico desenhando nas atividades, e o que? Nota 10, nota 9! "Todo mundo tirou abaixo de 7, menos dois alunos, fulana 7 e Wolf 10. Tô cansado disso, até na prova do instituto federal, você tem noção? Na prova do instituto federal eu não estudei nada, zero horas, fiquei o ano inteiro jogando Video Game e eu faço a prova: dezessete de vinte questões, e todos os meus colegas acertaram dez, oito, três perguntas, e eles acrescentaram: "Estava difícil para um inferno!" E eu nem hesitei em responder nenhuma pergunta. Outra prova difícil, da OBA, fiz de olhos vendados e acertei 17 das 18 e ganhei medalha de ouro, primeira vez na olimpíada. Eu não mereço, não, pelo contrário, eu nem devia ser cogitado para ganhar Altas Habilidades na genética. Eu simplesmente não entendo, não entendo porque eu, que tem os sonhos mais fracos, nenhuma ambição e que desperdiça a vida fazendo nada tem isso e outra pessoa não tem. Porque justo eu? Aprendi a tocar piano sozinho, sou quase fluente em inglês e nunca fiz curso, estou aprendendo japonês e programação, e faço desenhos e umas pinturas de vez em quando. Eu não consigo entender. Até aí, frescura clássica, eu já tô cansado de fazer drama, chega! Bem, como eu fico entediado a única coisa que me deixa entretido ou é conversar com alguém ou irritar alguém, e sabe na desgraça que a segunda opção me fez, não é? Eu me odeio tanto por ter esse pequeno lado sádico, mas eu me odeio mais ainda porque eu sem querer machuco as pessoas e eu faço nada como se eu não me importasse com as outras pessoas mas, não importa, não importa se é um empurrão ou uma discussão, cinco segundos depois eu só queria gritar "desculpe-me" ou "me perdoe" mas eu só seria fraco sendo o cara que pede desculpa a cada cinco minutos. Já teve milhares de vez que qualquer coisa que eu fizesse de errado eu queria pedir desculpa. "Me perdoe por ser ruim; me perdoe por ser falho; me perdoe por existir". Eu início uma discussão e quando eu perco eu continuo para dar um "empate" e eu esperar me sentir satisfeito com o resultado, mas a cada frase que eu recebo eu percebo que tudo isso é em vão e eu tento segurar o argumento apenas para não "perder" e mostrar que sou idiota ou fraco. Eu já perdi a conta de quantas vezes eu repeti as frases na minha cabeça: "Você não vale nada!", "O que você está tentando provar?", "Desista!". Eu não gosto de nada do que eu faço. Eu faço um desenho ruim e uma pessoa fala: nossa, que incrível! Eu faço uma música chata e minha colega fala: que música legal! Eu conto um projeto de Fanfic que eu tinha só que bem ruim e o pessoal comenta: legal, adoraria ver essa história! Eu tenho mil projetos e eu não continuo nenhum, eu dou o meu melhor mas eu não consigo ficar satisfeito com o "meu melhor". Eu dou corpo e alma pra fazer tudo e não chego no resultado que eu quero, e o resultado que eu obtive, foi apenas um fracasso, tempo jogado fora, assim como qualquer coisa que eu faço na minha vida. Visto de fora parece que eu sou bom em muitas coisas mas, não, eu sou ruim em tudo o que eu faço, e isso não vai mudar, não importa o quanto eu tente. Tudo o que eu faço é desperdiçar água chorando de madrugada com o sono desregulado enquanto me encho de comida tentando encher esse falso vazio por afeição que eu nunca obtive, apenas esperando a morte me levar porque eu não tenho coragem de fazer um ato covarde...
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2020.01.09 15:09 exsoldierakechi Algumas dicas que podem ajudar a conseguir ou manter um emprego.

Aviso post longo! Edit: Obrigado pelos silver ninja!
Colegas do reddit, tinha feito esse post na bolha mas como alguns comentaram pedindo pra trazer pra cá no tópico que fiz sobre a recepção deles lá ( https://www.reddit.com/brasilivre/comments/em3aas/a_bolha_%C3%A9_foda_mesmo_achei_que_era_exagero_mas/ ) Resolvi refazer o post aqui.
Talvez eu troque algumas palavras pois apaguei o post lá de desgosto, mas a idéia é postar aqui e talvez ajudar um ou outro que esteja precisando, as vezes dá uma força extra, vou adicionar alguns pontos que não adicionei antes que podem ajudar.
Lembrando que não sou do RH, trabalho direto na produção e faço a seleção de novos funcionários ou passo direto pra direção quando precisa ter alguma demissão, meu cargo é o intermediário entre um gerente e um diretor, a empresa tem cerca de 100 funcionários e não é nenhuma multinacional. Também acompanho contratações de pessoal pro administrativo ou dou sugestões e afins, então acompanho alguns casos. Boa parte das empresas que não são gigantes não tem um "RH" pra fazer contratações, afinal quem sabe a necessidade real da produção e o perfil necessário é quem tá todo dia no chão de fábrica.
Também vou comentar alguns empregos que você pode conseguir com pouco/nenhum investimento que podem dar retorno e tem uma demanda alta no mercado.
Alguns desses pontos pra você pode parecer discriminação, ou reclamação gratuita, mas eu não vim dizer que tá certo ou errado, só como é pela experiência nesse e em outros trabalhos.Bora lá!
Procurando emprego:
-Se você se formou depois dos 17 anos no ensino médio, é jovem e está procurando emprego, saiba que algumas portas já se fecharam pois isso pode ser mal visto por alguns patrões como preguiça ou falta de interesse, lembra quando os pais mandavam estudar? pois é. Então se você é jovem ou adolescente, corre atrás e vá estudar! Meu patrão mesmo já diz "se não quis nem estudar, quanto mais trabalhar pra valer".
-Acorde cedo. Se esforce e mantenha apresentável, vá em empresas e lugares que ninguém foi, mesmo que um pouco mais afastado. descubra onde é o polo industrial mais próximo da sua casa/cidade, vá até lá e veja quais são as opções. As vezes você pode dar sorte. Já tivemos muitos jovens que nem olhamos o curriculo com remela na cara as 11 da manhã e todo desleixado de chinelo entregando curriculo. Sei que tá dificil e desmotiva alguns, mas não desmotivar é o que te torna diferente e faz ser visivel a diferença só de olhar pra você.
-Tenha boas referências. Considerando a era que estamos é quase certeza que seu facebook vai ser visto. Nenhum empresa quer um funcionário que posta conteúdo racista e agressivo, um detalhe particular que minha empresa se encaixa é que ela corta automaticamente quem posta que bebe demais domingo a noite. Pois já tivemos vários problemas com funcionários faltando segunda feira por estar "com dor de cabeça".
-Empregos com insalubridade. Algumas pessoas podem ter receios mas boa parte deles tem uma demanda alta por novos funcionários e seguindo todas normas de segurança, você não vai ter risco algum ou quase nulo. Além do adicional que pode variar de 10 a 40%. Vale lembrar que isso não se aplica a todas as vagas.
-Saiba com quem falar. Observe a empresa, quando for entregar um currículo abra o site dela no celular, da pra ter noção do tamanho só de ver as fotos ou se a mesma nem tiver um site. Se for uma empresa pequena, tente falar diretamente com alguém responsável, seja simpático mas não force a barra, pois as pessoas costumam estar ocupadas, mas com sorte elas tem ali 1~2 minutos pra falar com você. Não esqueça de agradecer pela pessoa pegar o currículo ao menos olhando ela nos olhos e não aquele "bigado" já saindo andando.Isso é muito mais fácil em coisas do tipo mecânica, eletricista, borracharias e outros comércios com trabalho mais puxado, pois costumam ter poucos funcionários e geralmente é só o dono e mais um ou dois.
-Olhe o crachá das pessoas. Caso entregue um currículo ou qualquer coisa do tipo pra uma recepcionista, porteiro ou afins, olhe o crachá da pessoa se possível e diga "bom dia, fulano", "obrigado fulano" e "conto com você fulano" quando se despedir. Isso cria um vínculo mesmo que leve e a pessoa vai se lembrar melhor. Além do psicológico do "conto com você" dar uma motivação extra involuntária. Tratar as pessoas como pessoas e não como uniformes ajuda bastante.
-Pegue empregos indesejáveis. As vezes você se formou em algo como ciência da computação mas só tem emprego vago no McDonalds? Paciência, emprego é emprego, e as contas não perguntam de onde vem o dinheiro mas tem que ser pagas de qualquer forma. Não é humilhação servir os outros, e é algo que até mesmo diretores de empresa tem que fazer as vezes.
-Está dificil, mas não impossível. Você procurou em todos lugares? tem disponibilidade pra ir pra longe? foi em LITERALMENTE todos os lugares possíveis? Ficou de olho naquele Subway ou Burguer King que acabou de inaugurar? viu algum canteiro de obras mais informal ou alguém construindo uma casa num bairro afastado? Vale a pena dar uma conferida, o que você tem a perder?
-Seja oportunista da forma certa. Pode parecer pesado mas infelizmente se alguém sai, outro precisa entrar. Se alguém perder o emprego existe uma boa chance de a vaga dessa pessoa estar disponível. As vezes não era o perfil dela, ou ela arranjou algo melhor. Vale a pena falar com a pessoa se tiver a abertura pra isso.,meu cunhado arranjou um trabalho de garçom após ir na despedida de um amigo que foi morar no exterior dessa forma.
Dicas pro currículo:
-Adicione o campo de estado civil e idade. As vezes uma empresa pode querer um perfil de funcionário específico. Minha empresa contratou um jovem essa semana pois precisavamos de pessoas dispostas a aprender um trabalho do zero que não da pra aprender em cursos por aí. Então não podiamos pegar ninguém mais velho pra não trazer vícios de outros empregos. Por outro lado, pra uma função de maior confiança, a contratação foi de um pai de família pois por ele ter dependentes, ele arriscaria menos tomar decisões que pudessem causar uma demissão. Se está certo ou errado eu não sei, mas eu sei que na hora de desempatar são coisas que contam.
-Se você não tem vícios, escreva "Sem Vícios". Mas não faça isso se você bebe/fuma/usa drogas, pois quando descoberto pode causar vários problemas. Algumas empresas que trabalhei tem isso como um diferencial na hora de desempatar. Minha empresa por exemplo trabalha com produtos inflamáveis então se você fuma, seu "intervalo" pra isso acaba sendo maior por precisar sair das dependências dela pra isso por exemplo.
-Não encha linguiça. Aqueles campos que o povo adiciona objetivos, seja direto e claro. Não fique com textinho "Garanto desempenhar minhas funções com dedicação e bla bla bla" Porquê não adiciona em nada e 90% dos casos sabemos que você nem lê aquilo, quanto mais nós.
-Saiba destacar seus pontos fortes. Se você tem horários flexível, consegue trabalhar sob pressão, pontualidade e afins, adicione em um campo com seus talentos. Não force a barra pra não parecer exagerado, apenas 2 ou 3 pontos que você enxerga em você. Um dos maiores diferenciais em alguns empregos em empresas um pouco maiores que pode colocar é "facilidade em observar soluções pra problemas comuns" caso você de fato consiga fazer isso (e não seja pau no cu com isso caso contratado, saiba falar).
-Muitos empregos curtos em sequência sem crescimento mancham seu currículo. Como vão contratar alguém que ficou 6 meses em cada lugar, 4 lugares diferentes seguidos, em empregos "de entrada/mínimos"? Se você não conseguiu manter um emprego além do período necessário pra coleta de benefícios do governo, em alguns lugares isso pode afetar. Me lembro de ver um currículo uma vez e dizer "caraca, esse cara tem muito experiência" e o dono só comentar "ele tem é pouca estabilidade... olha a data de entrada e saída de cada lugar que trabalhou e o tempo de intervalo entre eles." Cada caso é um caso mas isso pode influenciar.
-Se você está disposto a trabalhar fora da sua área, marque isso no currículo. E omita algumas qualificações que não adicionam muito, dito isso;
-Tenha 2 currículos diferentes. Um pra sua área de formação/pretenção e um pra uso geral. No de uso geral você não vai adicionar "domínio de javascript" por exemplo pois um chefe de padaria não vai nem saber que porra é essa e vai achar que você é um universitário super caro e não alguém desesperado. Saiba quando e onde entregar cada currículo.
-Sempre tenha um currículo quando possível. Nunca se sabe quando você vai dar um rolê no shopping com alguém e vai ver um "procura-se". Não é vergonha aproveitar uma chance, e se estiver com um namorado(a)/marido/esposa/etc , ela deveria dar total apoio pra você aproveitar uma parada rápida. Está com mochila/bolsa? Curriculo dentro.
-Se você tem filhos, adicione "Casado, com filhos". Isso aumenta em alguns casos a questão da confiança de você querer manter o emprego, e em um eventual corte (como já ocorreu em um emprego anterior) o patrão falou "já que vamos cortar, corta quem não tem filhos antes..." Já me disseram que isso é ilegal mas independente disso, PODE acontecer.
-Mantenha o currículo em bom estado, sem amassados, com escrita decente, fonte clara (Arial ou Verdana) e sem firulas demais.
-Se inscreva em agências regionais e sites,mas não se prenda a eles.
-Quanto mais tempo você fica parado, mais dificil é arrumar trabalho, tenha isso em mente e não desista, não é impossível.
Dicas pra entrevista
-Não se atrase. E não adianta reclamar que o entrevistador atrasou ou como isso é injusto. Ele também tá errado mas ele já ta com o dele garantido. E você nunca sabe o motivo pelo atraso. Eu mesmo já atrasei uma entrevista em 40 minutos pra resolver um problema urgente de um cliente que trouxe uma economia de 300 mil pra ele. Você vale 300 mil pra empresa? O candidato perdeu a vaga por surtar com o atraso.
-Se vista adequadamente, fale adequadamente, seja simpático e sincero. Não force ou seja falso só seja você mesmo. Uma dica é falar como se estivesse falando com um professor que está corrigindo sua prova. Ele não tem motivos pra ter raiva de você mas ele espera seu melhor pois ele quer você ali, se tudo começar a sair uma merda, ele não vai ter interesse.
-Não dê respostas prontas pra perguntas prontas, não tente aumentar histórias, ser inconveniente ou enrolar o cara. pra cada entrevista que você vai o entrevistador faz 10x mais e vai te bater por simples experiência. Não diga que sabe algo que não sabe.
-As vezes ele não vai com sua cara, e não vai te contratar, as vezes por bons ou maus motivos. Mantenha a porta aberta e seja educado ainda assim, e "te ligamos" não é um não disfarçado sempre. As vezes a pessoa tem mais de uma boa opção e precisa analisar as opções.
-Se prepare. pesquise a empresa, o site, leia relatos em sites como Glassdoor e LinkedIn, saiba sobre o lugar que vai trabalhar. Você vai passar ao menos 1/3 do seu dia lá dentro.
Dicas após contratado:
-Não se atrase, não falte, não enrole, faça seu trabalho. Não tente ser esperto, não vacila!
-Não é porque existe "atestado médico" que a direção é troxa e não sabe que você está abusando. Use com bom senso pra não ficar queimado.
-As vezes você vai fazer coisas que não são da sua área. Isso faz parte e muitas vezes não é ideal, mas 5 minutos a mais no fim do dia quando você vê seu chefe carregando algum material urgente ou precisando imprimir alguma coisa e levar em outro setor urgente não vão te custar nada e dão destaque. Só não pode ser algo diário, mas em exceções é o que faz a diferença.
-Aprenda sobre o trabalho dos outros. Se você tem flexibilidade pra andar por outros setores, falar com funcionários (falar, não enrolar), observe o trabalho, pergunte como faz, se mostre interessado. Ajude o setor que empacota a fechar caixas, passa durex, da uma força. São esses funcionários que fazem a diferença. Vale lembrar que isso não se aplica a todas vagas ou lugares. Na empresa onde trabalho a moça que entrou com salário de 700 reais como recepcionista 15 anos atrás hoje é a administradora geral que cuida de todo escritório, RH e financeiro, e tem salário de mais de 6000 só com uma graduação de adm, e um dos pontos que ela sempre comentou foi "no final do dia eu anotava tudo que fiz no dia em um caderno e tudo que ia ter pendente no dia seguinte, assim eu sempre sabia o que precisava e um dia tinha uma informação crítica aqui que passou despercebido por uma das vendedoras. Fui promovida na hora".
-Nunca dê 100% de si, dê 90%. Assim quando a empresa passar por uma correria, ou aperto, você pode dar 100% sem se desgastar e pode fazer a diferença.
-Aproveite as oportunidades de horas extras quando puder. Além do dinheiro extra, você se mostra alguém comprometido.
-Não fique pendurado no celular, enrolando no banheiro, ou fazendo coisas que claramente você perde tempo. Ninguém é burro de não perceber a longo prazo. Caso tenha necessidade disso por emergência ou dor de barriga, discretamente comente com um superior ou alguém responsável como "nossa, comi alguma coisa que pesou, seloco" ou algo do tipo. Ou se está esperando o contato de alguém importante.
-Siga as regras. Não roube materiais da empresa pois você vai se queimar nela e em várias oportunidades futuras. Não assedie os/as colegas de trabalho, não importa o quão bonito/a ele/a seja. Mantenha o profissionalismo (E se a empresa autoriza relacionamento entre funcionários E for reciproco, mantenha fora do local de trabalho).Não grite por mais que seu chefe grite ou aja igual babaca, mantenha o nível, saiba respeitar e exija respeito.
Dicas de bons empregos pra se procurar:
-Professor de Inglês : boa parte do reddit ao menos tem um inglês razoável. Se você consegue falar bem e explicar a um nível aceitável, Escolas de inglês SEMPRE estão procurando professores. E eles vão te treinar totalmente sobre como fazer isso. Escolas mais fuleiras (como a DataByte ou Microlins) costumam pagar entre 10 e 15 reais a hora, e em minha entrevista ele estava tão desesperado que não tinha ninguém pra fazer a entrevista em inglês e só pediu pra ler 2 paginas de um livro e já era. Em escolas intermediárias (PBF, CNA, etc) o salário pode ser de 12~18 reais por hora (alguns sendo registrado por dias, como empregos convencionais) e a entrevista geralmente é um teste escrito e uma curta conversa. Em escolas de mais nome (Cultura Inglesa, Wizard-onde trabalhei-) O salário inicial é na faixa de 18~19 reais a hora, após 6 meses se dedicando é normal te darem turmas pra cargas de até 100~120 horas mensais caso você tenha interesse. Isso sem experiência anterior, sem certificado ou requisitos absurdos, só saber falar e explicar, e eles ainda te dão curso/treinamento completo caso precise sobre postura em sala, liderança e afins. Quando saí de lá após 4 anos já tinha salário de 26 reais a hora, MUITOS contatos com ex alunos, colegas e pessoas legais e ajudou muito no crescimento profissional. Nada mal pra um emprego que não exigiu experiência, todo semestre tinha 2~3 contratações e um ambiente extremamente aconchegante e animado de trabalho(porém puxado). Muitos colegas tiveram seu primeiro emprego lá e acabaram pegando amor pelo trabalho e hoje são excelentes professores. Faça um simulado de TOEIC online e se você acertou 60~70%, muito provavelmente você já tem o nível necessário pra dar aula, ao menos da língua. Além de desenvolver MUITO meu vocabulário com detalhes novos, eu e outros professores não tinhamos problema algum em tirar duvidas bobas ou formas de explicar pra colegas menos experientes.
-Lanchonetes de fast food: Não preciso nem dizer pois é o emprego de entrada, quase sempre tem vagas, mas é um trabalho miserável, porém da pra pagar as contas.
-Aux de Enfermagem: Involve um custo inicial pra estudar, mas tem muita oferta de trabalho em UPAS (eles terceirizam alguns funcionários pela rotatividade alta), é um trabalho DOENTE de puxado mas rende um salário bom geralmente em escala 12/36. Além de te dar experiência invejavel pra area da saúde. Vale a pena se você não sabe o que quer da vida e tem vontade de entrar nessa área.
Técnico em Química: Isso depende muito da região mas minha empressa é dessa área, e sofremos MUITO, MUITO MESMO com a falta tanto de profissionais qualificados quanto de gente começando na área. Já tivemos funcionarios com seus 19 anos, que oferecemos pra PAGAR os estudos pra ele subir de cargo da expedição pro laboratório e ele não quis por "ser complicado", não é um curso fácil mas não é um bixo de sete cabeças. A técnica mais antiga aqui tem salário de 5000 reais e não tem faculdade. Inclusive vale analisar que alguns cargos da area simplesmente não tem um curso preparatório e precisam ser aprendidos em campo e com o tempo, então tudo nessa area tem uma boa perspectiva de carreira.
Empregos "Trades": Encanador, Eletricista, Mecânico e afins de qualidade sempre estão em falta. E muitos deles estão abertos a ter um "aprendiz", se você as vezes tem seus 15~16 anos, e conhece algum daqueles pequenos de bairro, ofereça pra ficar 2~3 horas depois da aula alguns dias só pra aprender como é, são empregos que pagam bem e tem falta de bons profissionais. Além de abrir uma porta pro futuro.
Bom é isso ai, espero que seja útil pra alguns de vocês, qualquer duvida posso tentar responder aqui e desejo boa sorte na caçada de 2020!
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2019.12.29 03:12 altovaliriano Asha Greyjoy

Asha é a terceira criança e única filha mulher de Balon Greyjoy e Alannys Harlaw. Ela era um criança que não chamava a atenção, mas cresceu para se tornar uma mulher atraente e ousada, que não gostava da idéia de se tornar esposa de um Senhor, mas titular do direito à Cadeira de Pedra do Mar.
Quando Theon deixou as Ilhas de Ferro, a imagem que tinha de Asha era uma garota com “um nariz que mais parecia um bico de abutre, uma colheita madura de espinhas, e não tinha mais peito do que um rapaz” (ACOK, Theon II). Mas nenhum tipo de observação é feita sobre seu comportamento. Não que Theon seja particularmente bom em observar ou julgar caráter. Mas ele é pego de surpresa quando Tio Aeron lhe apresenta a perspectiva de que Asha poderia estar na linha de sucessão:
– Ambos os meus irmãos estão mortos. Sou o único filho sobrevivente do senhor meu pai.
– Sua irmã está viva – Aeron nem sequer ofereceu a Theon a cortesia de um relance.
Asha, Theon pensou, confuso. Era três anos mais velha do que ele, mas, mesmo assim…
– Uma mulher só pode herdar se não houver nenhum herdeiro varão em linha direta – ele insistiu em voz alta. – Não aceitarei que me privem dos meus direitos, aviso.
O tio soltou um grunhido.
Avisa um servo do Deus Afogado, rapaz? Você se esqueceu mais do que pensa. E é um grande idiota se acredita que o senhor seu pai algum dia entregará estas ilhas sagradas a um Stark. E agora cale-se. A viagem já é suficientemente longa mesmo sem a sua tagarelice de pombo.
(ACOK, Theon I)
Olhando em retrospectiva, este é um diálogo que faz pouco sentido. Aeron se recusa a aceitar a pretensão de Asha em razão de seu sexo e não é o tipo de homem que faria joguinhos psicológicos com Theon. Talvez seja uma sinalização que Martin inicialmente pensava em armar menos resistência à sucessão de Asha. Talvez a idéia seria que ela assumisse o trono durante o (abandonado) salto temporal de 5 anos depois de Tormenta de Espadas e que Euron reapareceria para destroná-la.
De toda forma, Asha cresceu sem irmãos, mas foi criada pela mãe “para ser ousada” (AFFC, A Filha da Lula Gigante) e ainda menina era vista “atirando machados em uma porta” (AFFC, O Capitão de Ferro). Portanto, Asha desde cedo já podia ser contada como parte do seleto grupo de mulheres das Ilhas de Ferro que “tripulavam os dracares com seus homens, e dizia-se que o sal e o mar as modificavam, dando-lhes os apetites de um homem” (ACOK, Theon II).
A má aparência, porém, é algo que atormentou Asha durante o crescimento. De fato, durante a adolescência, a filha da Lula Gigante teve um curto romance com Tristifer Botley que, segundo Asha, provavelmente foi iniciado porque ambos tinha rostos “atormentados por espinhas” (Botley era um dos cinco protegidos da mãe de Asha, Alannys Harlaw, trazidos a Pyke para substituir os filhos perdidos com a Rebelião Greyjoy de 287 DC). O affair foi descoberto e Botley foi enviado de volta para Fidalporto. Mas a coincidência que aconteceu foi que ambos os adolescente complexados pelas acnes se tornaram adultos bonitos.
Quando conhecemos Asha em A Fúria dos Reis, GRRM demonstra a beleza de Asha fazendo com que Theon, sem saber que estava falando com a irmã, sinta-se imediatamente atraído por ela. O modo como Asha engana Theon revela como a garota sem predicados que ele conheceu na infância se tornou uma mulher independente e muito mais preparada para liderar com os Homens de Ferro do que ele.
O entrosamento entre Balon e Asha é tangível nos livros, de modo que o Rei Greyjoy não faz qualquer ressalva ou reserva sobre sua capacidade e direitos. Obviamente, a perspectiva de ser descartado em prol da irmã é o que acende o fogo do ciúme e vaidade de Theon, levando-o a tomar Winterfell.
Porém, o que Theon deixa passar despercebido é que Asha, por debaixo da persona arrogante, se deu ao trabalho de vir a Winterfell para tentar dissuadí-lo. Caso a relação de ambos tivesse começado em outro pé, talvez Theon não teria confundido a deferência com uma tentativa de ecarnecê-lo ou separá-lo de seu prêmio (o castelo dos Stark). Àquela altura este era até um erro desculpável da parte de Theon, pois até o leitor não entendia perfeitamente as intenções da irmã de Theon.
Quando Asha se torna POV em O Festim dos Corvos, entretanto, a pessoa que vemos é substancialmente diferente do que pensávamos. Asha é uma pessoa estranhamente sentimental.
Alguém que revela ter partido para a guerra com o “coração pesado” em deixar a mãe para trás porque temia que ela morresse em sua ausência. Alguém que, apesar do discurso bélico e entrosamento com o pai, “sempre se sentira em casa em Dez Torres, mais do que em Pyke”. Que dentre tantos modelos masculinos em seus tios paternos, preferia seu tio materno, Rodrik Harlaw, considerado menos viril, mas mais inteligente e melhor administrador. Alguém que, apesar de gostar de amores selvagens, importa-se com os sentimentos românticos de Tristifer Botley, a ponto de querer protegê-lo dela mesma ao invés de simplesmente enxotá-lo.
Em verdade, é curioso o efeito que o amor meloso de Tristifer tem sobre Asha. Na juventude, ela chegou a nutrir sentimentos por ele, mas algo mudou. Porém, mais do que simplesmente desapontada pela falta de ousadia de Botley, Asha foi acossada por uma investida diferente do rapaz:
[...] chamara aquilo de amor, até Tris começar a falar dos filhos que ela lhe daria; pelo menos uma dúzia de filhos, e, oh, algumas filhas também.
“Não quero uma dúzia de filhos”, dissera-lhe, aterrorizada. “Quero ter aventuras.”
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Alguém poderia arguir que o terror de Asha era simplesmente o medo do compromisso. Afinal, Asha estava carregando o peso de ser herdeira de Balon e não poderia se ver ligada a um segundo filho delicado como Tristifer. Contudo, o contexto no qual essa afirmação foi é revelador. Asha parece estar aterrorizada com a perspectiva de ter filhos.
A julgar pelo histórico de Asha, ter filhos é provavelmente um empreendimento a ser evitado. Sua mãe teve cinco filhos e a perda de 4/5 deles a transformou em outra pessoa. Uma pessoa fraca:
Alannys Harlaw nunca teve o tipo de beleza que os cantores apreciavam, mas a filha adorava seu rosto feroz e forte e o riso em seus olhos. Naquela última visita, porém, encontrara a Senhora Alannys num banco de janela, aninhada debaixo de uma pilha de peles, de olhos fitos no mar. Isto é a minha mãe, ou o seu fantasma?, lembrava-se de ter pensado ao beijá-la no rosto.
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Esta constatação é interessante por conta dos últimos acontecimentos em A Dança dos Dragões. Asha Greyjoy tem um relacionamento brutal com um rapaz de aparência delicada, com quem ela transa antes de Stannis invadir e tomar Bosque Profundo. Asha estava à procura do meistre do castelo para tomar chá da lua e evitar engravidar de Qarl, mas a invasão faz com que ela se esqueça da situação. Portanto, há uma possibilidade de que Asha esteja grávida de Qarl, o Donzel.
Caso essas suspeitas tenham algum fundamento, algumas implicações práticas e narrativas envolvem:
  1. A pretensão deste filho de Asha à Cadeira de Pedra do Mar pode ser considerada mais qualificada do que a de Euron. “Filhos do sal podiam até mesmo ser herdeiros quando um homem não tinha filhos legítimos com sua esposa da rocha” (TWOIAF, As Ilhas de Ferro);
  2. Asha teria que enfrentar a temida gravidez durante o inverno do Norte;
  3. A lealdade cega de Tristifer Botley pode vir a calhar muito para Asha durante a gestação.
A questão é que Asha, mesmo que Asha decida levar esta gestação adiante, qualquer oposição ao Olho de Corvo, pedindo uma nova Assembléia de Homens Livres levaria necessariamente à guerra. Se esta não era uma perspectiva que agradava Asha em O Festim dos Corvos (ela fica feliz ao saber que Aeron convocou uma Assembléia), será uma perspectiva ainda menos atraente em Os Ventos do Inverno.
Declarações de GRRM
Perguntas
  1. Por que Aeron citou Asha como pretendente à Cadeira de Pedra do Mar em ACOK, mas a rejeitou em AFFC?
  2. Por que Asha tem mais afinidade com Tio Rodrik Harlaw do que com Balon Greyjoy?
  3. Asha realmente teme a gravidez em razão do que aconteceu com sua mãe?
  4. Asha deveria ter aceitado a proposta de Rodrik Harlaw e desistido da Cadeira de Pedra do Mar para se tornar herdeira de Dez Torres?
  5. Asha está grávida de Qarl o Donzel?
  6. Um filho de Asha poderia ter direito a Cadeira de Pedra do Mar? A pretensão seria melhor do que a de Euron?
  7. Você vê paralelos entre Asha Greyjoy e Rhaenyra Targaryen?
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2019.10.29 01:52 winterwulf Descrições de pontuação de habilidades no D&D

Texto abaixo que achei interessante, neste link. Usei o google tradutor pra auxiliar na tradução então pode haver erros, se encontrarem algo é só dizer que edito aqui. Observação, a partir de agora todo texto foi extraído do post original
 
TL;DR: Abaixo, você encontra uma lista para cada pontuação de habilidade no intervalo de 1 a 20, com uma explicação de cada modificador, significando para um humanóide de tamanho médio. O crédito vai para este artigo pela base que adaptei para a 5ª edição e desde então reescrevi bastante com seus comentários.
Há algum tempo, vi um artigo falando sobre o significado e as implicações de certos intervalos de pontuação de habilidade. Achei isso muito interessante. Uma ótima inspiração para jogadores que desejam representar as habilidades de seus personagens com precisão e uma boa orientação para o Mestre fazer chamadas sobre o que os PCs ainda precisam usar ou podem ter sucesso automaticamente. O único problema que tive com isso foi que as estatísticas estavam no contexto de D&D da 3ª Edição e, portanto, estavam entre 1 e 25. Como a 5ª Edição limita sua progressão natural de estatísticas aos 20 e não consegui encontrar nada satisfatoriamente já existente. online, tive que fazer alguns ajustes na lista.
Edit: Como algumas pessoas mencionaram, este gráfico não é intencional ou muito lógico quando você o usa para tipos de criaturas que não são corridas disponíveis para jogadores. Os valores físicos provavelmente podem ser facilmente compensados ​​por alguns pontos por incremento de tamanho, mas as estatísticas mentais são muito mais difíceis. Portanto, tome-o com um grão de sal quando aplicar este gráfico a outros seres.
Espero que você ache que este é um recurso útil e, por favor, deixe algum feedback sobre possíveis alterações nas descrições, se achar que algo pode ser impreciso.

Descrições de pontuação de habilidades no D&D:

Força

1 (–5): morbidamente fraco, tem problemas significativos para levantar os próprios membros
2-3 (–4): Precisa de ajuda para ficar de pé, pode ser derrubado por uma brisa forte
4-5 (–3): visivelmente fraco. Pode ser desequilibrado balançando algo pesado
6-7 (–2): Dificuldade em empurrar um objeto do seu peso
8-9 (–1): Tem dificuldade ao levantar objetos pesados ​​por mais tempo
10-11 (0): levanta objetos pesados ​​por um curto período de tempo. Pode realizar trabalho físico simples por algumas horas sem interrupção
12-13 (1): Carrega objetos pesados ​​e lança objetos pequenos a distâncias médias. Pode realizar trabalho físico por meio dia sem interrupção
14-15 (2): Visivelmente tonificado Barriga chapada. Carrega objetos pesados ​​com um braço para distâncias maiores. Não fica muito exausto pelo trabalho físico
16-17 (3): Muscular. Pode quebrar objetos como madeira com mãos nuas e força bruta. Pode realizar trabalho físico pesado por várias horas sem interrupção
18-19 (4):Fortemente musculoso Schwarzenegger. Capaz de lutar contra um animal de trabalho ou pegar uma pessoa que cai. Realiza o trabalho de várias pessoas em trabalho físico
20 (5): Pináculo dos músculos, capaz de elevar várias pessoas em esforço combinado.

Destreza

1 (–5): Praticamente imovel, provavelmente significativamente paralisado
2-3 (–4): Incapaz de se mover sem esforço ou dor perceptíveis
4-5 (–3): Paralisia visível ou dificuldade física
6-7 (–2): klutz significativo estabanado ou muito lento para reagir. NOTA: Klutz da pra interpretar como abobado (fisicamente) ou mão-furadaObrigado ManoMike / Mano D'Olivier.
8-9 (–1): Um pouco lento, ocasionalmente tropeça nos próprios pés
10-11 (0): Capaz de geralmente pegar um pequeno objeto lançado
12-13 (1): Capaz de atingir alvos grandes com frequência.
14-15 (2): Capaz de atingir frequentemente pequenos alvos. Pode capturar ou desviar de um projétil surpresa de velocidade média
16-17 (3): Muito veloz, capaz de atingir frequentemente pequenos alvos em movimento
18-19 (4): Gracioso, capaz de fluir de uma ação para outra com facilidade. Capaz de desviar de um pequeno número de objetos lançados
20 (5): Se move como a água, reagindo a todas as situações com quase nenhum esforço. Capaz de desviar de um grande número de objetos lançados

Constituição

1 (–5): Sistema imunológico mínimo, o corpo reage violentamente a qualquer coisa estranha
2-3 (–4): Frágil, sofre fraturas frequentes
4-5 (–3): Hematomas com muita facilidade, nocauteados por um leve soco
6-7 (–2): Excepcionalmente propenso a doenças e infecções
8-9 (–1): sem fôlego, incapaz de um dia de trabalho duro
10-11 (0): Ocasionalmente contrai doenças leves
12-13 (1): Pode levar alguns acertos antes de ficar inconsciente
14-15 (2): Evita facilmente a maioria das doenças. Capaz de trabalhar por doze horas na maioria dos dias
16-17 (3): Capaz de ficar acordado por dias a fio
18-19 (4): Muito difícil de desgastar, quase nunca se sente fadiga
20 (5): Modelo incansável de resistência física. Quase nunca fica doente, mesmo com as doenças mais virulentas

Inteligência

1 (–5): Animalista, não é capaz de pensar com lógica ou razão. O comportamento é reduzido a simples reações a estímulos imediatos
2-3 (–4): bastante animalesco. Atua por instinto, mas ainda pode recorrer a planejamentos e táticas simples
4-5 (-3): fala e conhecimento muito limitados. Muitas vezes recorre a charadas para expressar pensamentos
6-7 (–2): Tem dificuldade em seguir linhas de pensamento, esquece as coisas menos importantes
8-9 (–1): Utiliza e pronuncia incorretamente as palavras. Pode ser esquecido
10-11 (0): sabe o que eles precisam saber para sobreviver
12-13 (1): sabe um pouco mais do que o necessário, é bastante lógico
14-15 (2): Bastante inteligente, capaz de entender novas tarefas rapidamente. Capaz de fazer contas ou resolver enigmas lógicos mentalmente com precisão razoável
6-17 (3): Muito inteligente, pode inventar novos processos ou usos para o conhecimento
18-19 (4): Altamente experiente, provavelmente a pessoa mais inteligente que muitas pessoas conhecem
20 (5): Famoso como sábio e gênio. Capaz de dar saltos holmesianos de lógica

Sabedoria

1 (–5): Aparentemente incapaz de pensar, desatento.
2-3 (–4): raramente observa itens, pessoas ou ocorrências importantes ou importantes
4-5 (–3): Aparentemente incapaz de premeditação
6-7 (–2): Frequentemente falha em exercer bom senso
8-9 (–1): Esquece ou opta por não considerar opções antes de tomar uma ação
10-11 (0): Toma decisões fundamentadas na maioria das vezes
12-13 (1): Capaz de dizer quando uma pessoa está chateada
14-15 (2): Lê pessoas e situações razoavelmente bem. Percebe pistas sobre uma situação que não parece certa
16-17 (3): Freqüentemente usado como fonte de sabedoria ou determinante de ações
18-19 (4): lê pessoas e situações muito bem, quase inconscientemente
20 (5): Quase presciente, capaz de raciocinar muito além da lógica

Carisma

1 (–5): Quase inconsciente, provavelmente age de maneira muito estranha. Pode ter uma presença que repele outras pessoas.
2-3 (–4): Pensamento independente mínimo, depende fortemente dos outros para pensar
4-5 (–3): Tem dificuldade em pensar nos outros como pessoas e em como interagir com eles
6-7 (–2): Terrivelmente reticente, desinteressante ou rude
8-9 (–1): Alguém chato, deixa as pessoas um pouco desconfortáveis ​​ou simplesmente desajeitadas na conversa
10-11 (0): Capaz de uma conversa educada
12-13 (1): levemente interessante. Sabe o que dizer para as pessoas certas
14-15 (2): Frequentemente popular ou infame. Sabe o que dizer para a maioria das pessoas e é muito confiante no debate.
16-17 (3): Rapidamente agradável, respeitado ou temido por muitas pessoas. Pode ser muito eloquente. Bom em conseguir sua vontade ao conversar com as pessoas
18-19 (4): Rapidamente agradável, respeitado ou temido por quase todos. Pode entreter as pessoas com facilidade ou sabe como convencê-las efetivamente de suas próprias crenças e argumentos
20 (5): Reconhecido pela inteligência, personalidade e / ou aparência. Pode ser um líder nato
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2019.09.05 23:01 A_unlife Fiz uma campanha no Gofundme pra ajudar a levar meu cachorro comigo para a Europa.

Olá Bredditors, como o título já diz criei uma campanha no Gofundme pra ajudar a levar meu labrador comigo até a Europa.
Meu plano era ir na frente e quando estivesse já situado por lá pagar a passagem e procedimentos veterinários dele, porém minha família se recusa a cuidar do cachorro por prazo inderteminado, o procedimento para exames veterinários e quarentena levam 4 meses e eu viajo mês que vem.
Pra piorar as coisas estou desempregado em um processo legal contra meu antigo empregador que prometeu o pagamento de bônus e não os pagou, valores que hoje seriam 24 mil reais (e resolveriam tudo) já tive que entrar com recurso pois o juiz não reconheceu os e-mails prometendo os bônus como prova e nem o fato da empresa no processo ter admitido a mesma promessa. O juiz também decidiu que como eu saí por conta própria (porque cansei de ouvir mentiras da empresa) não tenho direito a liberação do FGTS que dariam mais 9 mil reais.
Então estou vendendo meu carro e minhas coisas, mas elas com a cotação atual do dólaeuro mal pagam pela minha própria passagem e estadia nos primeiros meses, já tenho entrevistas de emprego marcadas no destino e alguém pra dividir um imóvel. Então minha única preocupação real é com o meu cachorro, que em hipótese alguma eu pretendo deixar para trás. Os orçamentos de transporte dele sem contar a parte veterinária beiram U$ 3.000
O que eu queria saber de vocês é, onde é um bom lugar para divulgar a campanha?
Fiz em inglês com valores em Euro porque acredito que é mais fácil e menos pesado de obter a meta com os valores em euro e com doações onde essa é a moeda.
E também porque preciso ser cidadão americano e com endereço nós EUA para receber em dólares e o Gofundme não tem suporte para real, então escolhi o Euro pois tenho como receber na Europa.
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2019.08.28 23:27 Batistandre Os Cortes

Eu sinto que hoje ela vai me levar.
Eu não sei explicar como eu sinto. Eu nunca soube, em todos os meus 26 anos de vida. No entanto, de alguma forma, eu consigo senti-la se aproximando, consigo saber que, naquela noite, eu serei visitado por ela. Esse tal sentimento é difícil de explicar. O tempo parece correr mais devagar, o mundo parece mais cinza. É um sentimento que faz com que eu me sinta pesado. Não é um peso físico, é algo dentro de mim, que parece pôr arames em volta da minha caixa de sentimentos. Sentimentos esses que se rasgam todas vez que tentam sair da caixa. Sorrir dói, chorar dói. Tudo dói. Eu me torno apagado, me movo automaticamente. Com o passar dos anos, de certa forma, o sentimento em si se tornou pior do que a visita dela. Eu imploro para que a noite chegue logo, para que ela possa vir, fazer o que precisa ser feito, e eu me sinta normal no dia seguinte. É o que sinto toda vez que esse sentimento vem. Qualquer coisa é melhor do que isso, até mesmo ela. Ao menos é o que eu penso até vê-la, até senti-la, quando então sou lembrado de que nela está o verdadeiro terror. É verdade que o cérebro nos faz esquecer as maiores dores e medos pelos quais passamos, do contrário enlouqueceríamos.
Talvez eu devesse começar pelo começo, certo? Eu recebo sua visita desde que me entendo por gente. Ela sempre foi uma constante na minha vida. Assim como meu pai sempre simplesmente esteve lá, ela também estava. Eu imagino que o sentimento que sinto antes de ela vir também estava, porque meu pai conta histórias de quando eu era bebê e haviam esses dias em que eu não parava de chorar. Segundo ele tudo começou em um dia que ele jamais vai esquecer, um dia que ele frequentemente categoriza como o pior e melhor da vida dele. O dia do meu aniversário, que também é o dia do aniversário de morte da minha mãe.
Sim, minha mãe morreu durante o parto. A gravidez dela foi complicada. Era uma gravidez de risco, pois ela tinha tinha 42 anos quando engravidou. Eu nasci prematuro, devido à certas complicações. Meu pai conta que a notícia da morte da minha mãe, vinda do médico obstetra responsável pelo parto, fez com que seu mundo inteiro desabasse. Ele diz que naquele momento ele teve a certeza de que nunca mais ia ser feliz de novo, de que nunca mais ia ser capaz de sorrir. Mas ele sorriu, e se sentiu o homem mais feliz do mundo, quando me viu deitado na incubadora quinze minutos depois. “Meu filho”, ele diz que pensou, e diz também que sabia que eu ia viver, e que a minha mãe ia viver através de mim.
Portanto, um ano depois, quando eu acordei chorando e continuei chorando ao longo do dia, ele diz que foi impossível não associar uma coisa à outra. Ele me levou ao médico, que disse que, a princípio, não havia nada de errado comigo. Eventualmente eu parei de chorar e dormi, talvez devido ao cansaço. Naquela noite foi quando aconteceu pela primeira vez. Meu pai diz que acordou com um grito horrível vindo do meu quarto. Inicialmente ele achou impossível que fosse eu, mas conforme ele levantou da cama e correu até o quarto, ouviu o grito lentamente se tornar um choro de bebê, a essa altura já bem familiar aos seus ouvidos. Ele entrou no quarto, me pegou no colo enquanto eu chorava descontroladamente, e sentiu a minha perna úmida. Foi quando ele viu o primeiro corte.
Deixe eu lhe falar sobre os Cortes.
Você já teve um daqueles cortes bobos, que não passam de uma fina linha vermelha na pele, mas que sangram e doem de um jeito desproporcional ao seu tamanho? Os meus Cortes são assim. Eles não são profundos, raramente passam de 3 cm de comprimento, ainda assim incomodam muito. Eles doem, claro, mas o que mais incomoda não é a dor, e sim o fato de que eles nunca cicatrizam. Eu ainda tenho o corte que meu pai viu na minha perna aquela noite. Ele está ali, na minha coxa, aberto como se tivesse recém sido feito. Ele, e todos os 98 que vieram depois dele, nunca se fecharam, nunca cicatrizaram.
Grande parte da minha vida eu passei procurando respostas, procurando maneiras de pôr fim no meu tormento, sem nunca obter sucesso. Eu e meu pai já tentamos de tudo, tanto para lidar com os Cortes quanto para lidar com ela. Procuramos respostas na ciência e na medicina, ao menos nos primeiros anos, antes mesmo de eu ter consciência da minha situação. Meu pai já me levou a incontáveis médicos, alguns diziam que eu tinha uma nova forma de diabetes, outros que eu tinha uma variação de hemofilia. Todos intrigados pela minha condição e todos incapazes de proporcionar uma solução.
Após anos de hospitais, médicos, procedimentos e exames, eu decidi que estava cansado daquilo tudo, e meu pai partilhava do meu cansaço. Nos voltamos então para a medicina alternativa, com homeopatia, medicina tradicional chinesa e hindu, hipnoterapia, terapia com quelação, enfim. Seja lá qual for o método que você está pensando, eu já tentei. Da medicina alternativa buscamos uma saída completamente espiritual. Conversamos com padres, gurus, pastores, médiuns, bruxos, babalorixás, até mesmo com um exorcista, um de verdade, sancionado pela igreja. Todos, naturalmente, acharam que tinha a resposta.
Gastamos muito dinheiro e tempo buscando uma solução e, de alguns anos para cá, ficou bem evidente que desistimos. Eu e meu pai nunca conversamos sobre essa desistência. Um dia voltamos de mais uma das diversas viagens que fizemos e, simplesmente, desistimos. No momento que sentamos para jantar aquela noite e meu pai me perguntou: “Você tem alguma ideia de faculdade ou quer fazer outra coisa?”, eu soube que havíamos desistido. Claro que ainda ficamos de olho em alguma eventual solução, mas poucas coisas tem potencial o suficiente para nos trazer uma nova esperança.
A minha infância foi complicada. Não por causa dos Cortes, e sim por causa das pessoas. Meu pai já foi acusado inúmeras vezes de abuso ou negligência, eu já fui tachado de suicida, maluco, esquisito. Tanto eu quanto meu pai aprendemos a lidar com as consequências da minha condição, os primeiros anos foram os mais complicados, depois eu entendi que precisava esconder os Cortes, ao menos da maioria das pessoas. Quando eu tinha 12 anos nós nos mudamos para uma outra cidade, e essa foi a melhor época da minha vida. Eu fiz vários amigos, me atrevo a dizer até mesmo fui semi popular, fui em festas, namorei várias garotas, vivi uma vida “normal” de adolescente. Poucas pessoas sabiam da minha condição, e as que sabiam normalmente ficavam com medo ou intrigadas.
Como falei antes, hoje tenho 99 desses cortes espalhados por diversas partes do meu corpo. Minha vida é difícil, sim. Eu sigo uma rotina que gira ao redor de band-aids, esparadrapos, gazes e ataduras. Não na esperança de curá-los, obviamente, nem mesmo tratá-los, já que eles nunca infeccionam, e sim de evitar que as coisas encostem neles, já que eles ardem bastante e sangram às vezes.
O fato é que todos esses cortes foram feitos por ela. Todos no meio da madrugada.
Eu não sei o que ela é, nunca conseguimos descobrir. E, antes que você diga, não, não é o fantasma da minha mãe. Chegamos a cogitar essa possibilidade, mas meu pai diz que a minha mãe era a alma mais bondosa que já pisou na terra e, mesmo morta, ela jamais seria capaz de algo do tipo. Ele não precisava dizer isso, porque eu tinha certeza de que não podia ser a minha mãe. Nunca senti o amor de uma mãe, dizem que a gente não faz nem ideia do que é amor de verdade até segurar um filho nos braços, e amor é, definitivamente, algo que eu não sinto vindo dela. O ódio que emana dela é tão poderoso, tão pungente e sufocante, que eu não acho possível que ela jamais tenha amado algo. É um ódio que jamais seria condizente com alguém que foi mãe, não condiz nem mesmo com alguém que foi humano um dia. Por isso não acho que ela seja um fantasma, ou espírito, assombração, aparição, qualquer coisa que você queira chamar. Acho que ela é algo além da nossa compreensão. Uma energia que toma forma, um monstro de outra dimensão, é inútil tentar entender, eu sei que já desisti faz muito tempo.
O sentimento que descrevi antes é sempre um prelúdio do que a noite vai me trazer. Eu sei que vou acordar no meio da noite, me sentindo sufocado e apavorado. Sei que vou ver algo surgir lentamente da escuridão do canto do quarto e que vou prometer para mim mesmo que dessa vez eu vou enfrentá-la, que dessa vez ao menos não vou gritar e chorar. A promessa é quebrada no segundo seguinte, no primeiro vislumbre que tenho dela. Tudo ao redor dela é escuridão e terror. Ela é alta, muito alta, infinitamente alta, parece querer tomar todo o quarto. A sua magreza absurda passa despercebida devido ao tamanho dos seus ossos. Seu rosto envolto em sombras e longos cabelos negros e finos que lhe caem da cabeça quase careca escondem um olhar de esgar e ódio além da compreensão humana. Não posso ver seus olhos, não é possível ver nada ao encarar o vórtice de pesadelo e agonia que é o seu rosto, mas consigo senti-los esquadrinhando a minha alma.
Eu choro e grito descontroladamente, sem forças para fazer qualquer coisa além de vê-la vir em minha direção. Ela não caminha, caminhar é algo humano demais para descrever o modo com ela se move. É como se ela simplesmente crescesse em minha direção. Ela me toca e, na beira da insanidade, tudo se torna terror. O intensidade do medo se torna absoluta, como medo fosse tudo que houvesse no mundo. É puro horror e desespero. Em sua mão grotescamente grande com dedos compridos e magros de pesadelo ela segura um objeto que eu não consigo descrever, meu cérebro simplesmente não processa sua forma, não entende sua cor. Olhar para ele me causa tontura, é como olhar para o mundo girando, é como olhar para a prova de que nada no mundo é real. Com esse objeto ela arranha minha pele, e então, milímetro por milímetro, eu sinto o corte se abrir. A dor é excruciante. Não há sentido em tentar explicar com palavras. É algo que não deveria existir, uma dor que não foi feita para ser sentida nesse mundo. No meio dos meus gritos de desespero o mundo se torna real de novo, e meu pai entra correndo pela porta do meu quarto, já com lágrimas nos olhos.
Esse cena se repete, outras 98 vezes. Não há um padrão para suas visitas, tudo que sei é que hoje será a última.
Eu não sei como eu sei. O sentimento, que já descrevi, hoje vem acompanhado de um certa finalidade. É como o entardecer, como as últimas notas audíveis de uma música que termina em um fade out, como ver o último episódio de uma série que você acompanha há muito tempo, como levantar a lata para tomar tomar um gole de refrigerante, sentir sua leveza, e saber que aquele gole será o último.
Assim que eu terminar de escrever isso vou dar boa noite para o meu pai, dar nele um último abraço, e ir me deitar. Pai, eu sei que você está lendo isso, então quero agradecer por tudo. Eu espero que minha partida traga à você algum conforto e que você possa finalmente seguir em frente. Deixo para você decidir se essa despedida deve ser compartilhada ou não.
Hoje, sabendo que vai ser a última vez, eu quase espero ansiosamente pela visita dela. Quase espero ansiosamente ver sua figura monstruosa e irreal surgir da escuridão do quarto e transformar meu mundo em pesadelo pela última vez.
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2019.06.09 16:13 chickenchicken2468 [DQ] A Máquina Voadora de Leonardo DaVinci

Postei novamente para colocar o DQ no título.
Data: 9/6/2019 Tema: tecnologia
A MÁQUINA VOADORA DE LEONARDO DAVINCI
— Léo, isso é impressionante! A máquina voa mesmo — disse Miguel, passando as mãos em volta daquele magnífico pássaro de madeira — como você fez isso?
— Centenas de tentativas, Miguel. Você não imagina… tive sorte, também. Meus cálculos estão corretos agora, mas já estiveram tão errados — apontou para um espelho quebrado — que eu quase perdi as esperanças.
— É brilhante!
— Chamarei-o de pterogolem. O que acha?
— Ah, então terá um nome? Ah, chegará o dia em que os homens farão obras tão perfeitas que serão capazes de falar!
— Isso sim seria impressionante, meu caro. Deveras impressionante.
A pequena máquina voadora tinha o tamanho de um gato. Ela mexia todo o corpo enquanto batia asas. Apesar dessa dança caótica, não se mexia no ar. Saía vapor por todas as suas articulações, e aos poucos o vapor foi acabando e o pterogolem pousou delicadamente em cima da mesa.
Miguel se aproximou da máquina desacordada:
— Léo, essa já é uma contribuição para a humanidade! Imagine por aí. Máquinas voadoras. Não haveria montanhas capazes de parar o avanço do homem. Não haveria mares que nos detivessem! Talvez pudéssemos voar tão alto que pudéssemos ver daqui a Roma. Ou, mais ainda, que pudéssemos ver o mundo todo num único relance do olhar! Ou chegar até a Lua!
— Sim, mas, Miguel, precisamos de mais recursos! Aqui na oficina eu posso fazer essa pequena máquina. Se tivesse uma equipe… não, um exército! Daí eu poderia fazer isso tudo. Levar os homens a voar. Imagine! Preciso contar sobre isso ao Lorde Lorenzo!
— Aquele ser detestável… bah! Se ele não fosse tão rico, duvido que alguém suportaria aquele verme.
— É um verme, mas paga meu pão e meu trabalho. É a única coisa a fazer. Até logo, amigo.
— Até logo.

— Lorde Lorenzo! Lorde Lorenzo! Consegui desenvolver a máquina voadora!
— Máquina voadora? Mestre Leonardo, é uma ótima notícia. Ela voa?
— Voa! Meus cálculos finalmente se acertaram!
— E é capaz de carregar um ser humano?
— Ainda não, mas…
— Nosso acordo é que a máquina carregaria seres humanos!
— Sim, mas para isso preciso de mais recursos! Preciso de mais madeira, mais carvão, e mais trabalhadores.
— E você garante que a máquina voará?
— É claro!
— A máquina voará e carregará um exército?
— Um exército?
— E balistas?
— Balistas? Por que? Estamos em guerra?
— Ainda não, meu caro. Mas, com o poder de voar, estaremos. E venceremos. Os muros ao redor de cidade alguma serão capazes de resistir às nossas máquinas voadoras.
— Não, Lorde Lorenzo! As máquinas… elas podem nos levar à ascensão da humanidade! Podemos descobrir o que há por detrás de cordilheiras sem ter que caminhar por elas! Podemos atravessar mares sem naufragar nas tempestades!
— Deixe de ser inocente, Mestre Leonardo. Esse tipo de coisa… exploração… isso não nos tornará mais ricos! Isso é bom para nos sentirmos bem conosco, mas o destino dos exploradores sempre é a morte e a pobreza. Não! Daqui, seremos todos guerreiros. Bem, isso se você pretende continuar sendo pago para criar máquinas maravilhosas, não é?
Léo parou por um tempo, sem saber como responder.
— Sim, Lorde Lorenzo.
— Amanhã cedo vou à sua oficina ver a máquina. Deixe tudo preparado, sim?
— Sim, Lorde Lorenzo. Até logo.
— Até logo.

Léo entrou desolado na oficina. Miguel ainda estava lá, tentando entender as engrenagens do pterocóptero.
— Lorde Lorenzo que transformar o pterocóptero numa máquina de guerra.
— Isso é terrível!
— Terrível! A mesma máquina que levaria à ascensão humana será usada para espalhar a miséria humana! Imagine! Máquinas voadoras fazendo chover a morte de cima das cabeças de todos. Não haveria lugar seguro. Não haveria paz! Não poderíamos usar as cordilheiras nem os mares para nos abrigar! Talvez um dia até mesmo a Lua se torne uma zona de guerra.
— O que faremos?
— Não sei. Sem a riqueza de Lorde Lorenzo, estarei condenado à pobreza!
— Léo, páre com isso! Você tem outros talentos!
— É verdade. Ainda há esperança.
— Vamos resolver isso. Ou não me chamo Leonardo da Vinci! — Léo pegou o pterocóptero nas mãos e o atirou na lareira. Depois, arrancou as últimas páginas de seu caderno, rasgou e também jogou no fogo. — Adeus, sonho do apogeu humano.
— Pare, Léo! Olha, você precisa sair daqui. Lorde Lorenzo vai ficar furioso quando a máquina não voar. E aquele ricaço Francesco ainda está indignado com o retrato que você fez da mulher dele.
— Tem razão, Miguel. Vou fugir para Milão. Será que nos encontraremos novamente?
— Torço para que sim, meu caro. Acha que ainda poderá ser feliz sem sua oficina e longe da pintura?
— Me dedicarei à culinária, amigo. Não há lugar mais experimental que a cozinha. Você não imagina que outro dia mesmo eu tomei um pedaço de carne com essas mãos que você vê, e nelas espalhei ovo, e então farinha, e então mergulhei essa estranha mistura no óleo fervente. O resultado foi nada menos que delicioso! Irei descobrir se o povo milanês apreciará esta criação!
— Parece delicioso! Como se chamará?
— Não batizarei. Estou farto de tomarem minhas obras como catalizadores do ódio e da vontade de subjugar os outros seres humanos. Será somente um presente silencioso e anônimo ao povo de Milão.
— Desejo-lhe sorte, meu amigo. Muita sorte.
Miguel abraçou seu amigo. Sabia que poderia ser a última vez, mas mesmo assim completou:
— Um dia lhe farei uma visita.
— Será bem vindo, meu caro. Quando vier, traga queijos. Colocaremos sobre a carne frita e a tornaremos ainda mais deliciosa.
— Talvez seja um dos mais belos passos rumo ao apogeu de todos os seres humanos. Até logo, amigo.
— Até logo.

No dia seguinte, Lorde Lorenzo entrou apressado na oficina. Encontrou-a vazia, e cheia de papéis rasgados. Por detrás dele, um comitê de lordes de guerra. Todos eles vestiam armaduras decoradas com penas vermelhas, e com um pesado elmo cobrindo o rosto:
— Onde está a máquina, Lorde Lorenzo?
— Maldito Leonardo. Destruiu todos os planos. Queimou a máquina!
— Avisei para que não confiasse nele!
— Isso é ridículo. Encontraremos outro otário metido a gênio para fazer nosso trabalho. Um dia, meus caros, nossas máquinas voadoras subjugarão cidades inteiras. Povos terão medo de nós, e nos pagarão impostos, e prestarão homenagens ao nosso povo. Levaremos a todos a palavra de Deus, e a palavra da razão! Será, finamente, o apogeu da humanidade.
— Já tem alguém em mente, Lorde Lorenzo?
— Ainda não. Mas isso não tardará. Você ficaria surpreso com como o dinheiro tem o poder de direcionar o pensamento desses que se dizem livres.
— Aguardamos ansiosamente por esse dia, Lorde Lorenzo. Até logo.
— Até logo, meus caros.
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2019.05.11 00:10 RYANIILDO Sexta-feira 13 : Back in white

Hum,hum...essa história foi 100% escrita por mim, e é a primeira vez que eu faço um post aqui na comunidade então... Olá!, O Jason é um dos meus personagens favoritos de filmes de terror, mais sinceramente faz tempo que não vejo uma boa história sobre ele, então eu fiz a minha própria história...e acredito que está bem ruimzinha, mas talvez você goste, ( e ainda não tá pronta...que bosta)
Perguntou um policial ao seu amigo, no centro de uma cidade chamada Cristal Woods, era relativamente pequena, e desconhecida, exceto por ser a cidade mais próxima do famoso Lago Cristal Lake, onde décadas atrás ouve uma série de assassinatos, cometidos pela lenda, Jason Voorhees, mas com o tempo e com a suposta morte de Jason toda essa história havia se perdido em meio, a tantas outras atrocidades.
Donny, acabou se distraindo porque tava ouvindo música no headphone.
Donny exclamou, tirando os fones.
Donny se disencostou da viatura de polícia, pra ver mais de perto a vidraça da loja de roupas.
Então da casa ao lado da loja, saiu um velhinho Com uma calça jeans dobrada entre as mãos.
Andou tremendo na direção dos dois, e chad sorrindo pegou a calça.
Interrompeu Donny, que claramente não tava com saco pra ouvir a história do velho, e Chad agarrou nos ombros do Donny com força e disse:
O velho Kelvin riu enquanto colocou as mãos no bolso.
Chad interrompeu tampando a boca de Donny.
Então Donny entrou na viatura, e logo Chad abriu a porta, e enquanto entrava dizia adeus ao velho Kelvin.
Ato I
Assim Donny da um suspiro de alívio, que obviamente incomoda o Chad.
Donny estava prestes a ligar os fones denovo mais preferiu dar atenção ao Chad desta vez.
Chad percebeu, que dar um sermão pro Donny seria apenas perda de tempo e saliva, era inverno , as ruas estavam cheias de Neve e a cidade já estava começando as decorações pro Natal, que seria daqui a quase um mês, e também o aniversário da filha do Chad de 6 anos, era ruiva com olhos verdes claro, um doce de criança e muito divertida, Donny não tinha planos pro Natal, muito provavelmente ele iria ficar o feriado inteiro jogando videogame, ele não ia passar o natal com os pais Devido a algumas desavenças na família.
A semana estava indo bem, nada acontecia na cidade, como sempre, então eles foram trabalhar faltando um dia pro Natal.
Eram mais ou menos umas cinco horas da tarde, Donny e Chad estavam dentro da viatura sem fazer nada apenas observando a Neve cair, bem menos o Donny que estava ouvindo música no seu fone de ouvido ( happy toghether - turtles), enquanto cantava bem baixinho com a música, o dia tava um porre como sempre então, eles ouvem uma chamada do Vic, que era o sheriff da cidade, apesar de ser o sheriff ele não levantava aquela bunda gorda dele, da cadeira de jeito nenhum.
-Vic, Bem a dona Leonor avisou que ouviu gritos na casa ao lado da dela, talvez possa estar avendo uma briga é bom você checar -
Chad, pisa fundo no acelerador e vai em direção a casa da dona Leonor pra investigar, o que demora menos de 5 minutos, e rapidamente ele e Donny descem na casa do ocorrido, logo eles vão adrentando na casa que aparentemente era bem velha, lá dentro tinha cheiro de merda, era tudo bagunçado e sujo, eles iam bem devagar e conseguiam ouvir o barulho de um grito abafado, então revisando a asa juntos eles vêm calmamente um quarto de onde poderia estar vindo os gritos, logo eles abrem a porta e vem um homem de preto tentando enforcar com uma corda, um outro rapaz de óculos e cabelos longos.
Gritou o cara que usava roupa preta, soltando o de óculos, Antes que Chad e o Donny pudéssem dizer, ou fazer alguma coisa, o cara de preto pulou a janela que ficava no lado dele, e correu pra frente da casa.
Gritou Chad correndo o mais rápido possível, pra sair daquele "lixão"
Donny questionou andando de ré do quarto.
Portanto Donny acompanhou Chad até o lado de fora, e o cara de preto pegou um ,carro velho e cinza, e sem placa, e rapidamente ligou e saiu correndo.
Então os dois entraram no carro, e sem perder tempo Chad ligou o carro, pisou na embreagem, moveu pra terceira marcha, e pisou fundo no acelerador, com o suspeito já quase sumindo na esquina a direita, por sorte havia pouco movimento na cidade, mesmo que fosse Natal a maioria da população era repleto de idosos que só queriam descansar, principalmente naquela época do ano, o barulho da sirene se espalhava por todos os lados, e todo mundo na rua ficava observando a perseguição, e ficavam facilmente impressionados com a situação.
falava Donny enquanto mexia no celular.
Chad irritado pegou o celular de Donny, e jogou pela janela.
Enquanto eles discutiam o carro do suspeito começou a diminuir a velocidade, ele era muito velho e com toda a pressão que tava levando ele não aguento, e distraídos eles não perceberam que ele ficou pra trás, bem, Chad alguns segundos depois notou, e rapidamente freiou a viatura no canto da estrada.
Chad pegou a espingarda que ficava no lado de sua cadeira e saiu da viatura empunhando a arma ja Mirando no carro do suspeito, Donny bufando decidiu levar o revólver 44., E foi bastante desanimado.
Ao chegar no carro cinza, eles perceberam que aqueles pequenos segundos foram o suficiente pra que suspeito fugisse, porém como tudo estava coberto de Neve, ficou evidente o Rastro que ele deixou.
Donny sem Questionar nem dizer nada apenas foi atrás dos rastros.
Os dois foram adentrando mais e mais na floresta até que os sol estava começando a se pôr e as pegadas estava começando a se apagar, Chad estava preucupado em chegar tarde demais, porque ele Sabia que Juliet (sua filha) não gostava quando ele demorava muito no trabalho, e Donny não tava mais aguentando aquilo, ele parou um pouco e alongou as costas.
Era uma proposta tentadora mais logo faria com que os seus esforços não fossem levado em conta, como era véspera de Natal vários dos policiais da Cidade estavam com a família, porém a cidade não podia ficar sem polícia pela semana inteira, só porque é uma cidade pequena, não quer dizer que não existe crime, então Donny aceitou já que pra ele, ficar com a família não era uma opção, e Chad também porque ama verdadeiramente o seu trabalho, e acredita que poderia deixar a família de outro polícial feliz, mesmo que ele sacrifique o tempo com a própria família.
Logo eles continuaram e o rastro levou a um lago congelado que deixava mais complicado seguir os rastros, porém, dava pra perceber o suspeito que aparentemente havia quebrado o gelo e tomado um mergulho nem um pouco acolhedor, e isso ficava claro porque eles estva acolhido no lado do buraco, mais assim que eles dois chegaram perto ele começou a andar, todo desengonçado e morrendo de frio, e Donny e Chad correram pelo gelo como se estivessem andando por cima de ovos pra evitar de acontecer a mesma coisa que o infeliz, porém alem dele evidenciar o frio, ele parecia estar com medo de alguma coisa além de um rasgado no braço que provavelmente se cortou com o gelo ou com um galho. Ele saiu do lago e foi subindo um barrando logo atrás Donny e Chad.
Assim que subiram o barranco viram uma sequência de cabanas, como se fosse um acampamento, mais eles não ingrenaram a situação, porque eles tinham um objetivo de pegar o sujeito de preto, que foi avistado entrando em uma das cabanas que Quase não abriu, assim que ele abriu, caiu no chão e mesmo que tentasse se esforçar todo aquele frio e desespero o impediam de criar forças pra se levantar, logo ficou no chão, e não demorou muito pra que a dupla de polícias conseguissem o alcançar, e já chegando lá Chad se jogou em cima do suspeito, que parecia que iria morrer congelado ali mesmo.
Falou Chad enquanto o Algemava, e o ladrão tremendo e molhado começou a suplicar:
Os dois ficaram pensando em o que fazer com o sujeito, não podiam levar ele pro carro já que ficava muito longe dali, e ja teria anoitecido e ele já teria morrido, o que fazer naquela situação, eles não podiam simplesmente deixar ele pra morrer, então do lado de fora eles começam a ouvir passos pesados.
Exclamou Chad que foi o primeiro a perceber uma presença do lado da cabana, poderia ser apenas estalos daquela madeira velha e mofada, mas claramente não era, então o suspeito começou a ficar mais agitado.
Ouvindo os gritos do meliante, Donny por preucaussão apontou a .44, pra porta enquanto os passos ficavam mais próximos, então um enorme homem apareceu, virado pro lado direito da porta.
Logo o Homem enorme, lentamente virou a cabeça, e o resto de luz que havia naquele dia iluminava uma parte do seu rosto e percebia que ele estava usando uma mascara de hockey, que estava em claramente péssimas Qualidades e totalmente rachada, e de um tom amarelado fraco, seus olhos ficavam invisíveis pela escuridão, Donny assim que percebera a máscara e toda aquela presença do Homem sentiu um frio, no estômago, não só pela aparência mais pelo modo em que moverá a cabeça, como se fosse meio robótico, toda aquela situação só o fazia visualizar um futuro nem um pouco otimista daquela situação, Chad tirou a atenção do prisioneiro,e assim que notou a figura, e lembrou daquela máscara, e sabiá de quem aquela máscara, pertencia e que nome ela remetia a todos que um dia ouvirá falar de Cristal Lake, Jason Voorhees.
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